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Simplesmente Amor
Simplesmente Amor é simplesmente um sucesso nos Estados Unidos. Enquanto o presidente, George Bush, recebe vaias nas ruas de Londres, um primeiro ministro inglês fictício, vivido por Hugh Grant no cinema, conquista os corações americanos. Em Londres, Tony Blair está tratando o presidente Bush com o maior afeto, mas no filme, ele faz uma declaração de independência e passa um sabão no presidente americano diante da imprensa. Os jornalistas ingleses, depois do choque, aplaudem eufóricos. Os produtores de Simplesmente Amor dizem que o lançamento do filme de Richard Curtis, coincidindo com a viagem do presidente Bush a Londres, foi mesmo pura coincidência, mas a imprensa dos dois países está explorando os contrastes do filme com a realidade. A parte política da comédia é muito menor do que as inúmeras histórias do amor que se apossa do garoto, da solteirona solitária, do escritor traído, da empregada doméstica, do primeiro ministro, do velho roqueiro e outros. Uma adorável portuguesa apaixonada, vivida pela atriz Lucia Moniz, fala palavrões em português, e um angustiado galã vivido pelo brasileiro Rodrigo Santoro fala inglês com um sotaque leve, mas indefinível. É um filme com charme local e um time de estrelas da casa, mas aberto para amores de fora. Entre um encontro e outro sobre o Iraque e outras possíveis guerras, Bush e Blair poderiam reservar duas horas para Simplesmente Amor. Quanto maior a dosagem, melhor. |
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