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Teje solto
Na década de 80, com a explosão do crack e da violência, os americanos perderam a paciência com crimes. Vários Estados, inclusive Nova York, aprovaram leis draconianas de combate às drogas. Em 1980, no Estado de Nova York, mais de 24 mil pessoas foram presas por drogas. Em 2000, este número multiplicou por seis e, em 2002, os Estados Unidos se tornaram recordistas mundiais de prisioneiros per capita. Desde então as leis começaram a afrouxar, e os números começaram a cair. Não há dólares para manter tanta gente nas prisões por tanto tempo, e novos modelos de reabilitação estão dando certo. O caso de Karen, de Michigan, dá uma medida da rigidez das leis. Aos 44 anos, mãe solteira de três filhos e ré primária, foi condenada de 20 a 40 anos por intermediar a venda de 70 gramas de cocaína. Graças a novas leis aprovadas pela assembléia estadual, ela acaba de ser solta depois de dez anos. Vários Estados, em meados da década de 90, criaram programas de reabilitação de drogados supervisionados por juízes e promotores. Quando o preso por drogas não tem antecedentes, pode optar entre a prisão ou um programa onde participa de tratamento semelhante ao do alcoólatra anônimo. Além disso, os presos fazem frequentes testes de urina e têm contatos semanais com assistentes sociais, juízes e promotores. Quem vacila vai em cana. Na Flórida, pioneira neste tipo de reabilitação, uma das beneficiadas pelo programa foi Noelle Bush, filha do governandor Jeb Bush e sobrinha do presidente. Nova York tem um dos programas mais bem sucedidos e, em alguns casos, como no tribunal de Queens, 69% dos participantes não tinham cometido outros crimes um ano depois de completar o programa. O Estado economizou 254 milhões de dólares em prisões. Com o crime em baixa e os cofres vazios, a palavra de ordem é afrouxar. |
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