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Atualizado às: 01 de dezembro, 2003 - 09h42 GMT (07h42 Brasília)
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Israel lança nova operação em Ramallah e deixa três mortos
Barreira de segurança construída por Israel
Barreira é um dos pontos delicados da relação entre palestinos e Israel

Forças israelenses lançaram nesta segunda-feira uma grande operação militar na cidade de Ramallah, na Cisjordânia.

De acordo com as autoridades israelenses, pelo menos três militantes palestinos foram mortos e cerca de 30 suspeitos foram detidos. Fontes palestinas confirmaram um grande número de prisões.

Barbara Plett, correspondente da BBC em Jerusalém, diz que a operação teve o objetivo de abalar a infra-estrutura do movimento militante palestino Hamas, que Israel responsabiliza pela morte de mais de 60 israelenses nos últimos três anos.

A correspondente afirma que muitos palestinos devem encarar o momento escolhido para a operação como uma provocação, no mesmo dia em que o primeiro-ministro palestino, Ahmed Korei, tem prevista uma reunião com representantes de grupos militantes para tentar chegar a um acordo sobre a suspensão dos ataques contra israelenses.

Buscas

A operação desta segunda-feira foi lançada, antes do amanhecer, na cidade onde o líder palestino Yasser Arafat fica baseado.

As tropas de Israel utilizaram 60 tanques, jipes e blindados para transporte de soldados, de acordo com fontes palestinas.

Horas antes da operação, o enviado dos Estados Unidos ao Oriente Médio, William Burns, se reuniu com o primeiro-ministro israelense, Ariel Sharon, em uma tentativa de reavivar o processo de paz para a região.

No sábado, Burns também havia se reunido com Korei. Durante o encontro, o líder palestino disse que a barreira de segurança construída por Israel precisa ser suspensa.

Sharon, no entanto, afirma que a barreira, ao longo da Cisjordânia, do norte ao sul da região, é vital para a segurança de Israel e foi planejada para evitar que militantes palestinos cruzem a fronteira para realizar ataques suicidas.

Funcionários do governo americano informaram que Burns reafirmou o compromisso do presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, em apoiar a criação de um Estado palestino até 2005.

De acordo com Burns, no entanto, os palestinos precisam parar com a violência contra Israel para que isso ocorra.

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