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Atualizado às: 27 de novembro, 2003 - 05h00 GMT (03h00 Brasília)
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Israel retira proposta de resolução da ONU
Menino ferido em operação israelense é atendido em hospital em Gaza
ONU aprovou resolução exigindo que Israel proteja crianças palestinas em suas ações

Israel retirou um projeto de resolução das Nações Unidas pela primeira vez em 30 anos por causa da oposição de países árabes.

O texto israelense propunha que as crianças israelenses fossem protegidas do terrorismo, espelhando-se em uma resolução aprovada no início deste mês exigindo que Israel proteja crianças palestinas em suas ações.

O embaixador israelense na ONU, Dan Gillerman, disse que os países críticos da resolução – na sua maioria, árabes – introduziram mudanças no texto que Israel não pôde aceitar.

Os opositores do texto substituíram o termo "crianças israelenses" por "crianças do Oriente Médio", e introduziu menções ao "uso excessivo de força" do Exército israelense.

Segundo Gillerman, a mensagem da ONU às crianças israelenses ao não aprovar a resolução é que a vida delas "vale menos do que a das crianças palestinas".

"Talvez alguém possa me explicar por que centenas de crianças israelenses mortas ou feridas em brutais ataques terroristas merecem menis compaixão e atenção", afirmou o embaixador.

'Dois pesos, duas medidas'

Gillerman disse ainda, que enquanto vigorar o que Israel considera uma política de "dois pesos, duas medidas", a ONU continuará ter sua credibilidade e relevância questionadas no Oriente Médio.

A Assembléia-Geral das Nações Unidas aprova mais de 20 resoluções condenando Israel todo ano. Sem a chancela do Conselho de Segurança – onde resoluções anti-Israel foram barradas pelos Estados Unidos – elas são sistematicamente ignoradas por Israel.

Apenas as resoluções do Conselho de Segurança têm valor legal.

Israel decidiu apresentar a sua própria proposta de resolução depois que um atentado suicida em Haifa matou quatro crianças em um total de 21 vítimas.

O embaixador palestino na ONU, Nasser al-Kidwa, disse que a resolução nunca seria aprovada porque Israel abusou do termo "crianças" para atingir objetivos políticos.

Mortes e expulsões

A decisão na ONU coincide com a morte de um menino palestino de nove anos, baleado na cabeça por tropas israelenses no campo de refugiados de Rafah, na Faixa de Gaza. O Exército israelense prometeu investigar o incidente.

Ainda nesta quarta-feira, tropas israelenses mataram outros dois palestinos, que supostamente estariam preparando um ataque em uma estrada usada por colonos judeus. Um terceiro palestino ficou gravemente ferido.

Segundo o Exército, os homens estavam tentando fugir em um carro. A versão da família é que eles estavam voltando para casa para celebrar o festival de Eid, que marca o fim do Ramadã (período sagrado de jejuns e orações no Islamismo).

Em outra ação que causou a revolta dos palestinos, Israel expulsou da Cisjordânia três homens que seriam militantes do grupo palestino Hamas.

Os homens, que não foram acusados formalmente, foram transferidos para a Faixa de Gaza, depois de perder um apelo na Suprema Corte de Israel.

A medida foi condenada por grupos de defesa dos direitos humanos, mas Israel alegou que os suspeitos não podem ser levados a julgamento porque isso prejudicaria as operações da inteligência israelense.

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