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EUA cortam US$ 290 milhões em ajuda a Israel
O governo americano anunciou que vai cortar US$ 289,5 milhões na ajuda que provê a Israel, como forma de penalizar o país por suas políticas de ocupação nos territórios palestinos. Embora o motivo não tenha sido divulgado, acredita-se que a decisão tenha a ver com a construção de um muro que atravessa a Cisjordânia e com a expansão de assentamentos judaicos em territórios palestinos. Ambas as políticas já foram condenas em público pelos Estados Unidos. Israel teria concordado com a dedução depois de meses de negociações com Washington. O dinheiro cortado faz parte dos US$ 9 bilhões em garantias de empréstimos que os Estados Unidos deixaram à disposição de Israel para ajudar o país a superar a sua crise econômica. O país poderá retirar parcelas de US$ 3 bilhões neste ano e nos próximos dois anos. A medida significa que, dos US$ 3 bilhões a que tem direito de tomar emprestado de bancos estrangeiros neste ano, Israel não poderá retirar US$ 290 milhões A ajuda financeira direta dos Estados Unidos a Israel não será afetada. Autoridades americanas disseram à agência de notícias Reuters que outras deduções poderão ser feitas no futuro. "Simbólico" O correspondente da BBC em Washington Jon Leyne diz que, embora a dedução seja relativamente pequena, o gesto tem grande importância simbólica. No entanto, críticos da decisão dizem que o corte não é suficiente para conter a construção do muro. Os favoráveis ao corte sustentam que a medida preserva o relacionamento com Israel e ao mesmo tempo melhora a posição americana junto aos palestinos, abrindo o caminho para a retomada do processo de paz. Israel alega que o muro é necessário para controlar o trânsito de militantes. Já os palestinos dizem que a barreira invade o seu território e acusam Israel de tentar usá-la para criar uma fronteira de fato. Dando continuidade aos esforços diplomáticos, os Estados Unidos devem enviar o subsecretário de Estado William Burns à região para reuniões com representantes israelenses, palestinos e egípcios. O chefe do Estado Maior israelense, Dov Weiglass, por sua vez, deverá ir a Washington para se encontrar com a assessora para a Segurança Nacional americana, Condoleezza Rice. Segundo a agência Reuters, foram Wiglass e Rice que acertaram o valor do corte nas garantias de empréstimo. Em outra frente diplomática, na próxima semana, o ex-ministro da Justiça israelense Yossi Belin e o ex-ministro da Informação palestino Yasser Abed Rabbo devem tentar reunir apoio em Washington para o seu plano alternativo da pez. |
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