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Atualizado às: 28 de novembro, 2003 - 20h05 GMT (18h05 Brasília)
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Muro da Cisjordânia é erro, diz Kofi Annan
Guarda israelense em um dos locais onde a barreira está sendo construída
Guarda israelense em um dos locais onde a barreira está sendo construída

O secretário geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Kofi Annan, descreveu a construção da barreira de segurança na Cisjordânia pelo governo de Israel como ''um ato profundamente contraproducente''.

As observações de Kofi Annan foram publicadas em um relatório requisitado por uma resolução da ONU durante a Assembléia Geral, em outubro.

O relatório da organização afirma que, como resultado da construção, os palestinos perderam o acesso a território, hospitais e escolas.

Israel afirma que precisa de barreira de mais de 600 quilômetros de extensão para proteger seus cidadãos contra ataques suicidas.

Violação da lei internacional

Kofi Annan disse que cercas, muros, arame farpado e trincheiras constituem uma violação da lei internacional e podem ameaçar a longo-prazo as perspectivas de paz.

''No meio do plano de paz apoiado pelos Estados Unidos, quando cada parte deveria estar fazendo gestos de boa fé para consolidar a confiança, a construção da barreira na Cisjordânia não pode...ser vista como nada além de um ato profundamente contraproducente'', disse.

Mas, na terça-feira, o primeiro-ministro israelense Ariel Sharon disse que vai seguir em frente com a construção do muro, que se estende de norte a sul.

''Estamos acelerando a construção do muro e não vamos parar. Isto é vital para a segurança do Estado e é nossa responsabilidade'', disse o premiê.

Sharon parece, entretanto, admitir que Israel poderia ter que ceder algum território para os palestinos, de acordo com o plano de paz apoiado pelos Estados Unidos.

A pressão a Sharon está aumentando. Na quarta-feira, os Estados Unidos disseram que vão cortar cerca de US$ 290 milhões (cerca de R$ 854 milhões) em garantias de empréstimos para Israel, como resposta à ação do governo.

O dinheiro vem de um pacote de empréstimos de US$ 9 bilhões (cerca de R$ 26 bilhões), e não afeta a ajuda direta do governo americano a Israel.

A medida dos Estados Unidos significa que Israel não vai poder conseguir tantos empréstimos de bancos estrangeiros.

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