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Executivo da Yukos preso por fraude pede demissão
Mikhail Khodorkovsky anunciou nesta segunda-feira que vai deixar o cargo de executivo-chefe da petrolífera russa Yukos. "Estou deixando a companhia", diz a nota divulgada pelo empresário. "Tenho certeza de que uma equipe de gerentes unida e altamente profissional, com o apoio do conselho, será capaz de lidar com a tarefa da globalização dos negócios da YukosSibneft." A demissão do executivo-chefe aconteceu dias depois da sua prisão, sob acusações de fraude e sonegação de impostos. Os mercados reagiram positivamente à notícia, e as ações da Yukos subiram 13% para US$ 12,65. Khodorkovsky é um dos homens mais ricos da Rússia e fez a sua fortuna na década de 90, durante os polêmicos processos de privatização na Rússia. Muitos russos desconfiam que o caso contra Khodorkovsky tenha fundo político, já que o empresário financiou grupos políticos de oposição, envolvendo-se em política e, assim, rompendo o que os comentaristas políticos chamam de "acordo tácito" entre empresários e governo. A ação do governo da Rússia contra a Yukos despertou temores de que as grandes empresas e o Kremlin estejam em pé-de-guerra. Na semana passada, a promotoria do país congelou 44% das ações da Yukos, abalando a confiança dos investidores estrangeiros e provocando uma queda na bolsa do país. Os comentaristas vêm classificando o caso como a maior crise econômica e política já enfrentada pelo governo Putin. |
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