|
| ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Chefe de gabinete do governo da Rússia 'renuncia'
Jornais da Rússia informaram nesta quarta-feira que o chefe de gabinete do Kremlin, Alexander Voloshin, apresentou sua renúncia ao cargo. Voloshin é visto como um membro da velha guarda do Executivo russo, remanescente dos tempos em que Boris Yeltsin era presidente (1991-1999). A sua renúncia está sendo relacionada à polêmica prisão do empresário Mikhail Khodorkovsky, presidente da empresa de petróleo Yukos, considerado o homem mais rico da Rússia. Voloshin é visto como pró-homens de negócio e teria simpatia pela Yukos e por Khodorkovsky, preso no sábado. Imunidade Promotores pediram a um tribunal que anule a eleição do principal acionista da Yukos, Vasily Shakhnovsky, que ocupa uma cadeira no Parlamento. Caso sua eleição seja cancelada, ele perderia sua imunidade e poderia ser levado à Justiça. Ele está sendo acusado de evasão fiscal. Os acontecimentos recentes fizeram os preços das ações da Yukos caírem 8% no começo desta quarta-feira. Os preços já tinham despencado no começo da semana, e se recuperaram na terça-feira. Impacto O jornal Vedemosti citou fontes no Kremlin que disseram que Putin aceitou a renúncia de seu chefe de gabinete. Segundo o jornal, Voloshin ficou irritado por não ter sido informado por Putin da iminente prisão de Khodorkovsky. O jornal Kommersant, especializado em economia, disse que o anúncio formal da saída de Voloshin só será feito daqui a alguns dias, quando o seu substituto tiver sido escolhido. O Kremlim, porém, não confirmou oficialmente as notícias. Analistas dizem que se a renúncia se confirmar a política do Kremlim sofrerá um grande impacto. A saída de Voloshin deixará o primeiro-ministro Mikhail Kasyanov como o último nome de destaque no Executivo russo a resistir desde os tempos de Boris Yeltsin. |
| ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||