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Atualizado às: 25 de outubro, 2003 - 14h39 GMT (12h39 Brasília)
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Russo mais rico é preso e acusado de seis crimes
Khodorkovsky
Khodorkovsky tem uma fortuna estimada em US$ 8 bilhões

O presidente da companhia de petróleo russa Yukos, Mikhail Khodorkovsky, foi preso neste sábado e acusado de seis crimes, entre eles fraude e evasão fiscal.

As acusações foram feitas apenas horas depois de uma cinematográfica operação policial em um aeroporto da Sibéria que resultou em sua prisão. Khodorkovsky, considerado o homem mais rico da Rússia com uma fortuna de US$ 8 bilhões (R$ 23 bilhões), foi preso por agentes do serviço doméstico de inteligência, o FSB.

As autoridades russas disseram que ele ignorou convocações para prestar depoimento na sexta-feira na investigação sobre crimes financeiros cometidos por executivos de sua empresa.

Críticos dizem que a campanha é uma tentativa do Kremlin de afirmar seu poder sobre grandes empresários e mantê-los fora da política, principalmente depois que Khodorkovsky começou a financiar partidos de oposição.

Abastecimento

Khodorkovsky estava voando para o extremo oriente da Rússia em viagem de negócios.

Ele foi preso por agentes do FSB quando seu avião aterrisou no aeroporto de Novosibirsk para reabastecimento, pouco antes do amanhecer.

"Eles correram até o avião, gritando 'FSB. Deponham suas armas ou atiramos'", contou o porta-voz do empresário. Khodorkovsky foi levado de volta a Moscou para ser interrogado.

Investigações

Yukos, a maior empresa de petróleo da Rússia, está em processo de fusão com a rival Sibneft.

Dois executivos da Yukos estão sendo processados criminalmente, incluindo Platon Lebedev, o chefe financeiro da empresa. Ele está aguardando julgamento na prisão por acusações de fraudar uma empresa estatal em 1994.

No início do mês, o chefe da auditoria da empresa, Vastly Sharkhnovsky, foi indiciado por evasão de divisas.

Khodorkovsky já foi interrogado duas vezes por procuradores sobre esse caso.

A polícia entrou pela primeira vez nos escritórios da Yukos em Moscou em julho e passou 17 horas investigando os arquivos de computador.

Os promotores também fizeram buscas em empresas de propriedade da Yukos e nas casas dos acionistas.

A correspondente da BBC em Moscou, Sarah Rainsford, disse que muitos russos acreditam que a investigação na Yukos tem motivação política, pois começou apenas depois que Khodorkovsky passou a financiar a oposição.

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