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Atualizado às: 01 de novembro, 2003 - 20h01 GMT (18h01 Brasília)
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Rússia reage a críticas no Caso Yukos
Vladimir Putin
Prisão de Khodorkovsky está levando empresários a ver com desconfiança governo russo

O governo da Rússia rebateu as críticas de alguns países no tocante à forma como vêm sendo investigadas as alegações de fraude fiscal contra executivos da Yukos, a empresa russa gigante do setor de petróleo.

Autoridades da Alemanha e dos Estados Unidos pediram que o Kremlin dê garantias de que a prisão do presidente da companhia, Mikhail Khodorkovsky, não teve motivação politica.

Contudo, o Ministério do Exterior russo disse que as suspeitas são, “no mínimo, indelicadas e desrespeitosas”.

Khodorkovsky, considerado o homem mais rico da Rússia, vinha ajudando a financiar grupos políticos de oposição no país.

“Duplos valores”

O porta-voz do Departamento de Estado americano, Richard Boucher, pediu a Moscou que atue para acabar com as preocupações de que o caso contra Khodorkovsky tem a ver com política.

O porta-voz do primeiro-ministro da Alemanha, por sua vez, disse que “certeza legal” é algo essencial se a Rússia quer continuar com seu processo de integração na economia global.

A Alemanha é o maior parceiro comercial da Rússia e uma importante fonte do investimento estrangeiro, algo que as autoridades russas têm buscado atrair para o país.

Se referindo à declaração de Boucher, o porta-voz do Ministério do Exterior russo, Alexander Yakovenko, disse que ela foi “a continuação de uma política notória de duplos valores”, mas não entrou em detalhes.

Acordo tácito

Alguns analistas acreditam que o financiamento de grupos de oposição por Khodorkovsky rompeu um acordo tácito que vinha sendo mantido entre os oligarcas russos e o governo Putin, segundo o qual as autoridades russas não se envolveriam com eles se os oligarcas se afastassem da política.

O chefe do comitê de orçamento do Parlamento russo, Alexander Zhukov, disse à BBC neste sábado que, ainda que o caso Yukos seja preocupante, é improvável que ele leve a uma investigação mais ampla das atividades de empresários russos.

“O presidente já respondeu a essa pergunta (...) o mais provável é que este seja um caso único”, disse ele.

“Ele não vai abrir as portas a nada”, completou.

Contudo, na sexta-feira, o premiê russo Mikhail Kasyanov disse que ele estava “profundamente preocupado” com os últimos desdobramentos do caso Yukos.

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