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Brasil e Argentina enviam missão à Bolívia nesta sexta
Uma missão conjunta do Brasil e da Argentina desembarca nesta sexta-feira na Bolívia para participar diretamente das negociações sobre o conflito que já deixou mais de 70 mortos no país. O anúncio foi feito pelo ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, em meio à visita da comitiva presidencial brasileira à capital argentina. A situação da Bolívia foi um dos temas da conversa, a sós, entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Néstor Kirchner, da Argentina. O ministro do Exterior boliviano, Carlos Saavedra, afirmou que vai receber a delegação mista, mas o líder oposicionista Evo Morales já havia afirmado no início da semana que não aceitaria a intermediação de nenhum país estrangeiro. Celso Amorim informou ainda que aviões brasileiros vão buscar não só brasileiros que estão na Bolívia, mas também estrangeiros que estão de passagem pelo país. No discurso que realizou no Congresso Nacional, o terceiro na quinta-feira, o presidente Lula foi enfático ao pedir que governo e parlamentares encontrassem uma ajuda para o país vizinho que vive, como afirmou, "um momento de delicada conturbação". Lula ainda acrescentou: "Nós queremos que nossos vizinhos vivam a mesma tranqüilidade que estamos vivendo no Brasil e na Argentina". Resgate Nesta sexta-feira, logo cedo, a primeira reunião da missão brasileira, na viagem à Bolívia, será com o presidente boliviano Gonzalo Sánchez de Lozada, que em um telefonema ao presidente Lula lhe pediu apoio. Como a BBC Brasil antecipou na quarta-feira, o Brasil estava disposto a mandar um emissário para a Bolívia assim que o governo daquele país solicitasse ajuda. E assim será feito. A missão brasileira será integrada pelo assessor presidencial, Marco Aurélio Garcia, pelo chefe do departamento da América do Sul, do Itamaraty, José Eduardo Felício, e ainda por diplomatas argentinos. Eles vão conversar também com representantes dos partidos políticos que apóiam o governo, além de integrantes da oposição. "Será uma missão de observação e de apoio ao diálogo. Os governos do Brasil e da Argentina apóiam uma saída pacífica e soluções na base do diálogo", afirmou Celso Amorim. Na tentativa de encontrar uma saída para a situação na Bolívia, Celso Amorim conversou com integrantes da Organização dos Estados Americanos (OEA) e também dos países ibero-americanos. Para ele, o Brasil e a Argentina poderão ajudar a Bolívia a encontrar uma saída pacífica para o tumulto que ja deixou mais de 70 mortos. |
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