|
| ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Prisões argentinas estão à beira do colapso, diz ONU
A Comissão de Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas (ONU) criticou as condições a que os presos são submetidos nas penitenciárias da Argentina. Em seu relatório, depois de dez dias de inspeções, os enviados da ONU destacam as condições desumanas das prisões. "Os presos caminham e dormem sobre os seus próprios excrementos", descreveu o relatório. Os funcionários das Nações Unidas visitaram 11 penitenciárias e delegacias em todo o país e entrevistaram mais de 200 presos para avaliar as condições em que eles vivem. "Não esperávamos encontrar uma situação assim, sobretudo porque a sociedade argentina é muito ativa na questão dos direitos humanos", afirmou a paraguaia Soledad Villagra, representante da América Latina na comissão. Sem documentos Os integrantes do grupo disseram também ter ficado preocupados com a detenção de imigrantes sem documentos e de menores de idade. De acordo com os especialistas, a situação de maus tratos, somada à superlotação na maioria das penitenciárias, está levando o sistema para o colapso – possibilidade que, segundo a comissão da ONU, foi reconhecida pelas autoridades argentinas. A comissão disse que, "sem dúvida há alguns aspectos positivos", como o fato de o governo reconhecer a gravidade do problema e aceitar as observações de organizações não-governamentais. O relatório sobre as penitenciárias argentinas será apresentado na próxima assembléia da Comissão de Direitos Humanos da ONU, prevista para março de 2004. |
| ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||