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Eleições definem futuro político da Argentina
Neste domingo, treze milhões de argentinos (quase 54% dos eleitores) deverão ir às urnas para eleger prefeito e governador da província de Buenos Aires, além dos governadores de Jujuy, Chaco e Santa Cruz – onde nasceu e foi criado o presidente Néstor Kirchner. A disputa é considerada decisiva para os próximos passos do governo federal e chegou a levar a primeira-dama e senadora Cristina Kirchner e até a prefeita de São Paulo, Marta Suplicy, a participarem das campanhas eleitorais. "Estou em campanha por um novo país", justificou Kirchner, no palanque de Felipe Solá, candidato a permanecer no cargo de governador de Buenos Aires. Para o presidente, o resultado das urnas é fundamental para a construção da sua base política nas diferentes províncias e no Congresso Nacional. Nos últimos dias, Kirchner apareceu ao lado de cada um dos candidatos de sua preferência, em todas as províncias onde haverá ou já foram realizadas eleições. Na reta final da campanha, enquanto ele aparecia, por exemplo, ao lado do candidato a governador de Buenos Aires, Felipe Solá, sua mulher, a senadora e primeira-dama Cristina Kirchner fazia campanha com o candidato a governador de Santa Cruz, na Patagônia, Sérgio Acevedo. Buenos Aires Mas os analistas entendem que é em Buenos Aires – prefeitura e província – que a força presidencial será definida. Ouvidos pela BBC Brasil, os analistas Enrique Zuleta Puceiro, do instituto OPSM e Rosendo Fraga, do Centro de Estudos União para a Nova Maioria, lembraram que a província de Buenos Aires representa cerca de 40% do eleitorado nacional. Além disso, se seu candidato, Aníbal Ibarra, vencer a Prefeitura de Buenos Aires, Kirchner também estará criando uma nova coalizão de governo – Partido Justicialista (PJ, peronistas) e a ala mais à esquerda do leque de partidos, reunida na Frepaso (Frente País Solidário). Na prática, com o resultado, o presidente poderá reduzir a dependência que vive hoje dos votos do seu antecessor, o também peronista Eduardo Duhalde, cujo apoio tem sido vital para aprovação das medidas do governo no Congresso. Os dois analistas concordam que a disputa está apertada para a vaga de prefeito de Buenos Aires, mas reconhecem que a negociação do acordo com o Fundo Monetário Internacional, comandada pessoalmente por Kirchner, esta semana, poderá acabar favorecendo os candidatos oficiais. Disputa acirrada "A disputa está tão acirrada que é arriscado apostar em quem vencerá em Buenos Aires. Mas é claro que o acordo com o FMI foi uma vitória de Kirchner e que poderá influenciar no voto do eleitor", resumiu Zuleta. O empresário Maurício Macri, filho do empresário Francisco Macri, é o candidato opositor a Ibarra, que recebeu apoio de Marta Suplicy, sua velha amiga. Ibarra e Macri vão disputar o segundo turno das eleiçôes, o que levou a capital a exibir cartazes agressivos entre os dois. Opositores de Macri mostraram sua foto com um nariz de Pinóquio. E os que são avessos a Ibarra exibiram cartazes com um casal gay beijando-se na boca – referência à lei que permite o casamento de homossexuais na cidade. De acordo com diferentes pesquisas de opinião, realizadas nos últimos dias, Ibarra tem uma vantagem que varia de 2% a 4% sobre Macri. |
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