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Lula tem agenda cheia em viagem à Argentina
Na sua terceira viagem à Argentina desde que foi eleito presidente, Luiz Inácio Lula da Silva terá uma agenda cheia, que inclui passeio de barco nas águas do Parque Nacional Los Glaciares, na província de Santa Cruz, na Patagônia, terra do presidente Néstor Kirchner. O passeio acontecerá na sexta-feira. Lula chega a Buenos Aires nesta quarta-feira às 22h (horário local) acompanhado por cinco ministros brasileiros entre eles Antonio Palocci, da Fazenda, Celso Amorim, das Relações Exteriores, e Roberto Rodrigues, da Agricultura, além da primeira-dama, Marisa Letícia. Seu retorno para Brasília está previsto para as 16h de sexta-feira, direto de El Calafate, em Santa Cruz. Na visita à Argentina – cujo conteúdo é ainda mais oficial do que o das anteriores – Lula vai se reunir com sindicalistas argentinos, discursar no Congresso Nacional e assinar com Kirchner, na Casa Rosada, o chamado Consenso de Buenos Aires. A agenda do presidente, que passará 42 horas no país, terá duas etapas. A primeira começa nesta quinta-feira, às 9h, na embaixada do Brasil, em Buenos Aires. Bilíngües Ele receberá uma delegação das escolas bilíngües de português e espanhol instaladas no país. Em seguida, às 9h30, reúne-se, ainda na Embaixada do Brasil, com o reitor da Universidade Nacional de Córdoba. Logo depois, às 10h40, o presidente participará da cerimônia de oferenda de flores ao General San Martin, na praça que leva seu nome no centro desta capital. O dia do presidente Lula prossegue com um encontro com Néstor Kirchner, na Casa Rosada, onde os dois assinam o Consenso de Buenos Aires. Dali, o presidente Lula e sua comitiva seguem para o hotel Sheraton, onde ele encerrará o seminário “Integração Sul Americana, Desafios e Oportunidades”. Entre os temas centrais, estarão a criação da Área de Livre Comércio das Américas (Alca) e um acordo para facilitar o crédito das empresas brasileiras instaladas na Argentina e das argentinas instaladas no Brasil, através do BNDES e do argentino Banco de Investimento e Comércio Exterior (Bice). A abertura do seminário, organizado pelo Grupo Brasil, que conta com 200 empresas brasileiras no país vizinho, será realizada pelos ministros da Fazenda do Brasil, Antonio Palocci, e da Economia da Argentina, Roberto Lavagna. O encontro será a oportunidade para que governos e empresários acertem suas diferenças nas questões comerciais. Empresários argentinos, especialmente do setor têxtil, reclamam da invasão de produtos brasileiros, mais baratos e, portanto, mais competitivos do que a mercadoria local. Congresso Para abrir as discussões, também desembarcaram na Argentina técnicos brasileiros do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior. Na parte da tarde, da quinta-feira, às 15h30, o presidente Lula discursará no Congresso Nacional, onde destacará a importância da democracia e das relações com o vizinho. Dali, ele segue para a Prefeitura de Buenos Aires, onde receberá das mãos do prefeito, Aníbal Ibarra, as chaves da cidade. Na sua última visita ao país, no início do ano, Lula já esteve no Congresso e também na mesma Prefeitura. A quinta-feira do presidente brasileiro termina com uma audiência com o governador da província de Buenos Aires, Felipe Solá, e uma reunião com sindicalistas como Víctor De Gennaro, da Central dos Trabalhadores Argentinos (CTA). De Gennaro costuma dizer que quer ser “o Lula” do seu país. Quer dizer, de sindicalista chegar à presidente. CGT Outro sindicalista que também confirmou presença foi Rodolfo Daer, da Central Geral dos Trabalhadores (CGT), conhecida como braço oficial do sindicalismo, por estar acostumada a acompanhar as decisões dos governos. À noite, Kirchner e a primeira-dama Cristina Kirchner oferecem jantar para Lula e Marisa Letícia, no Palácio San Martin, o equivalente ao Itamaraty dos argentinos. É no dia seguinte, às 8h da manhã, que começa a segunda e última etapa desta visita presidencial, quando Lula e Kirchner embarcaram juntos, no avião presidencial argentino Tango 01, para Santa Cruz, na Patagônia. Os dois terão três horas para conversar, à sós, durante o vôo. Em Santa Cruz, além de passear de barco, Lula vai experimentar o desejado prato cordeiro patagônio – típico da região e o preferido do presidente argentino. A comitiva do presidente inclui ainda, além de Palocci, Celso Amorim e Roberto Rodrigues, os ministros Marcio Thomaz Bastos (Justiça) e Agnelo Queiroz (Transportes). |
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