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Atualizado às: 24 de setembro, 2003 - 12h58 GMT (09h58 Brasília)
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11/9: Souvenirs


Na terça-feira, o presidente Bush defendeu nas Nações Unidas a guerra no Iraque. Segundo ele, foi a decisão certa.

Ele começa a ficar cada vez mais isolado no que diz respeito à ocupação. Inclusive nos países que contam: Estados Unidos e Reino Unido.

Cai um soldado, explode uma bomba: bam! Queda de popularidade. Em matéria de realidade, é o que interessa.

O objetivo do poder é permanecer no poder o máximo do tempo possível, com o mínimo de chateações.

O poder, no entanto, como todos nós, gosta e precisa de lembranças. Não no sentido de lembrar coisas, uma vez que é exatamente o contrário: o poder esquece tudo aquilo que não lhe é útil.

O poder precisa de lembranças feito quem leva o souvenir de suas férias para casa. Como o turista que comprava uma bandeja com o Corcovado ou o Pão de Açúcar para ter em casa uma recordação “artística” do Rio.

Acho que isso acabou, graças aos ecologistas. Ou então acabaram as borboletas.

O fato é que, mais uma vez, graças ao milagre da cibernética, podemos acompanhar como os Estados Unidos vêm se redescobrindo mediante lembranças e souvenirs, desde os terríveis eventos de setembro de 2001.

Se não lhe foi possível este ano dar uma chegadinha a Nova York, abolete-se em frente ao computador e adentre o mundo maravilhoso dos souvenirs que o site, ou sítio, www.thismodernworld.com lhe oferece.

Lá estão cartões postais comemorativos do que eles chamam de 9/11 acrescidos de slogans como “O mais negro momento da América”. Ou então, como um filme B dos anos 40, “Ataque a Manhattan”.

E, ainda, a canção de Rodgers e Hammerstein, destinada a nos inspirar, composta para o musical A Noviça Rebelde, You'll Never Walk Alone.

Mas isso tudo perde de longe para o bonequinho de Osama Bin Laden.

Bonequinho? Exatamente.

Mas não é para a Mariazinha brincar com ele. Não, não. É para o papai e a mamãe, como bons americanos, nele enfiarem agulhas.

Ou seja, é um bonequinho vodu, daqueles de origem africana, em que a gente (ou eles) espetam no lugar em que querem que a pessoa sofra disso ou daquilo outro.

Não. Não tem bonequinho do Saddam Hussein. Deve ser por isso que ele anda sumido.

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