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Teste do bom imigrante
O Ministério do Interior do Reino Unido acaba de anunciar novas propostas para a obtenção de cidadania britânica. Os cerca de 120 mil imigrantes anuais que almejam um passaporte britânico terão que, além de um juramento de fidelidade à nação e à rainha, passar por lições de inglês e de história da Grã-Bretanha. O ABC da vida cotidiana no país também fará parte do teste, de forma que o cidadão britânico em potencial mostre pelo menos um razoável conhecimento da língua, história e instituições do país que escolheu para se instalar. Nós, brasileiros, não gostamos quando desconfiam de nossos motivos, sejam eles quais forem. Se escolhemos um país para emigrar, este país, raciocinamos nós, deveria se sentir honrado e nos acolher como um Ronaldo chegando ao Real Madrid: cobrindo-nos de dinheiro, carros de luxo e mulheres belíssimas. Quando os Estados Unidos exigem visto no passaporte para turistas ou estudantes, nós imediatamente respondemos à altura e mandamos brasa. Com quem que eles pensam que estão lidando? Albaneses? Romenos? Não. Absolutamente. Somos brasileiros da gema e conosco não se brinca. É nesse espírito que tomo a liberdade de sugerir idêntico teste para os britânicos (minhas fontes juram que são uns 7 por década) que querem se apropriar da história, tradições e instituições brasileiras para, orgulhosos, poderem agitar no ar, como se um pandeiro, nosso garboso passaporte verde, modelo exemplar de design e dotado de mais poderes mágicos que a varinha de condão de Harry Potter.
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