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Atualizado às: 18 de setembro, 2006 - 14h06 GMT (11h06 Brasília)
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FMI aprova reforma com voto contrário do Brasil
Diretores do Banco Mundial, Paul Wolfowitz, e FMI, Rodrigo de Rato
Diretores do FMI e Banco Mundial fazem reunião em Cingapura
O Fundo Monetário Internacional (FMI) aprovou nesta segunda-feira a reforma que dará maior poder a China, Coréia do Sul, Turquia e México. O Brasil foi contra a mudança. A votação da diretoria do Fundo aconteceu durante o encontro do FMI e do Banco Mundial em Cingapura.

A proposta, que precisava de 85% dos votos para ser aprovada, recebeu apoio de 90,6%. Além do Brasil, Argentina, Índia e Egito votaram contra a reforma, que, segundo eles, ampliou pouco a representação de países emergentes no Fundo.

A reforma aprovada nesta segunda é a primeira etapa de um plano de duas fases. A proposta alterou as cotas de países emergentes no fundo, que determinam o grau de influência de cada nação nas decisões do Fundo e a quantidade de dinheiro que pode ser tomada de empréstimo.

Na segunda fase, prevista para daqui a dois anos, todo o sistema de votação do Fundo, que reúne 184 países, deve ser revisto.

Favorecidos

Os quatro países beneficiados pela mudança eram, de acordo com o FMI, os únicos que estavam subrepresentados de acordo com os quatro critérios que determinam as cotas: produto interno bruto (PIB), abertura do comércio, volatilidade da economia e tamanho das reservas.

“A aprovação com 90,6% é um resultado muito importante e muito bom”, disse o ministro das Finanças da Alemanha, Peer Steinbrueck, que foi o primeiro a anunciar o resultado da votação.

Com o resultado da votação, a China aumenta a sua participação no FMI de 2,93% para 3,65%, a Coréia do Sul, de 0,76% para 1,329%, o México, de 1,196% para 1,431% e a Turquia de 0,453% para 0,548%.

O FMI foi criado após a Segunda Guerra Mundial e tem como objetivo promover a estabilidade econômica mundial, com a concessão de empréstimos em casos de emergência.

Segundo o atual sistema de cotas, países industrializados têm um papel preponderante na instituição, com destaque para Estados Unidos (17% das cotas), Japão (6,1%) e nações européias (cerca de um terço).

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