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Crescimento do Brasil é 'fabuloso', diz diretor do FMI | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O diretor do Departamento para o Hemisfério Ocidental do Fundo Monetário Internacional (FMI), Annop Singh, disse que as perspectivas de desenvolvimento econômico para a América Latina são muito boas. O representante do FMI qualificou ainda como "fabuloso" o índice de crescimento, redução de pobreza e gastos públicos no Brasil nos últimos três ou quatro anos. Segundo Singh, tanto a América Latina quanto o Caribe estão com crescimento econômico acima da média histórica. "Na verdade, aumentamos as nossas projeções de crescimento para a região. Estimamos crescimento em torno de 4,75% este ano e cerca de 4% em 2007." A região está mais resistente a mudanças nas condições do mercado financeiro, mas com a dívida pública elevada, continua vulnerável, destacou Singh. Crescimento sustentável "O que quero dizer é que a região tem uma oportunidade histórica. Ela está crescendo mais rápido do que nunca. Os países estão crescendo a níveis rápidos. O Peru está crescendo acima de 6,5%." "O Brasil, claramente, está com tendência de prolongar o crescimento pelo o próximo ano. É necessário que a região mantenha uma política para sustentar tal expansão", disse Singh. A respeito de gastos públicos no Brasil, Singh disse que a dívida ainda não chegou a um nível que provoque preocupação. "O meu ponto é que não é apenas o Brasil, mas vários países." "Praticamente todos os países estão com aumento de gastos públicos. O que precisamos assegurar é que nesses países o crescimento econômico seja sustentável e que os gastos adicionais sejam dirigidos para melhorar a igualdade e reduzir as áreas de pobreza." Singh salientou que leva tempo para países desenvolverem projetos de desenvolvimento que sejam importantes para apoiar o crescimento, mas que, "de fato, o Brasil é um dos pioneiros em tentar assegurar os gastos com objetivos bem orientados". Bolsa Família Para exemplificar, Singh elogiou o programa Bolsa Família. De acordo com o economista, o programa estará atendendo cerca de 11 milhões de famílias até o final de 2006. "Acreditamos que este programa, juntamente com outras políticas sociais, tem sido fundamental para reduzir a pobreza no Brasil. A pobreza foi reduzida substancialmente nos últimos três anos, e penso que precisamos reconhecer isso", destacou o representante do FMI. O economista elogiu ainda a "disciplina fiscal exemplar" do Brasil. Apesar das previsões positivas de contínuo crescimento econômico na América Latina e Caribe, Singh salientou que possivelmente o pior risco para a região vem de situações dos Estados Unidos. Para o economista, "qualquer desenvolvimento não esperado nos Estados Unidos, seja no setor de habitação, desaceleração em crescimento ou outros ajustes globais terão impacto significativo na região", já que o país continua a ser parceiro importante da América Latina e do Caribe. | NOTÍCIAS RELACIONADAS Países em desenvolvimento devem investir nos jovens, diz Bird16 de setembro, 2006 | Economia Política do Brasil para pobreza é exemplo, diz FMI15 setembro, 2006 | BBC Report FMI diz que economia mundial passa por testes15 de setembro, 2006 | Economia Infra-estrutura de transporte 'limita integração no Mercosul'14 setembro, 2006 | BBC Report FMI revisa para cima crescimento do Brasil 14 setembro, 2006 | BBC Report FMI concorda em perdoar dívidas de nações pobres22 de dezembro, 2005 | Economia | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
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