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Infra-estrutura de transporte 'limita integração no Mercosul' | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A infra-estrutura de transporte no Mercosul e, em especial, no Brasil, está no limite e dificulta o aumento das exportações e a própria integração regional, alerta um estudo divulgado nesta quinta-feira em Cingapura. A análise foi feita pela empresa InfoAmericas' Transportation & Logistics Practice e distribuída no Forum LatinAsia Business 2006, evento que ocorre paralelamente à reunião do Fundo Monetário Internacional (FMI) e do Banco Mundial (Bird) em Cingapura. A falta de investimentos no setor nos últimos 15 anos fez com que a atual explosão de exportações empurrasse a infra-estrutura de transporte ao seu limite e representasse um obstáculo para o aumento expressivo das exportações na região, disse o diretor da empresa, Marcio Stewart. "Os portos marítimos na América do Sul estão operando em capacidade máxima desde 2003, porque a região está respondendo em nível recorde às necessidades de consumo de produtos como milho, soja, aço, óleo, gás natural liqüefeito, níquel e outros produtos", disse. Integração regional Segundo Stewart, a América Latina tem mais de dois milhões de quilômetros de estradas e rodovias, das quais somente 14% são pavimentadas. Levando-se em conta os países caribenhos, Barbados tem o maior índice de estradas pavimentadas em toda a região – 98% – enquanto o Brasil tem o menor índice – apenas 5%, frisou Marcio Stewart. Segundo o estudo, o sistema ferroviário na região também chegou ao seu limite, porque foi concebido observando-se as necessidades do mercado externo – "para escoar matérias-primas de exportação para a Europa e América do Norte" – e não a partir de uma perspectiva de integração regional.
"Existe um crescente entendimento entre os líderes políticos da América Latina de que a competitividade em exportação depende de infraestrutura de transporte moderno", acrescentou Stewart. Encurtando distâncias Ao abrir o encontro, o ministro de Comércio e Indústria de Cingapura, Lee Yi Shyan, salientou que "a região da América Latina tem apresentado forte crescimento nos últimos anos, e a perspectiva de crescimento é favorável". Lee Yi destacou que a inflação regional está em um dos níveis mais baixos desde os anos 60, e que a dívida externa tem se reduzido – em média, caiu de 72% do GDP em 2002 para 53% em 2005. "Todas essas mudanças inspiram um 'boom' na América Latina", disse Shyan. O problema da integração regional é a distancia, a falta de familiaridade entre as duas regiões e a falta da presença de empresas. Mas isto tem se revertido. Lee Yi Shyan destacou que vários países da América Latina e da Ásia assinaram acordos de livre comércio, como a Coréia do Sul e o Chile. O Japão e o México mantêm acordo desde 2005. Índia e o Brasil estão em negociações. Já Cingapura é o segundo maior investidor estrangeiro no México e no Brasil depois do Japão. O advogado brasileiro Roberio Silva, da Noronha Advogados, lembrou que empresas brasileiras como Petrobras e Embraer atuam na Ásia e têm escritórios em Cingapura. Em palestra para os 260 representantes de 16 países, ele afirmou que "a incerteza no setor de macroeconomia não faz parte das nossas preocupações". "Existe amplo entendimento político no Brasil sobre as necessidades de se manter estabilidade econômica." |
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