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Atualizado às: 16 de setembro, 2006 - 21h53 GMT (18h53 Brasília)
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Brasil e três países criticam plano de reforma do FMI

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Os ministros da Economia do Brasil, da Índia, da Argentina e do Egito divulgaram uma nota conjunta neste sábado se opondo a parte do plano de reforma proposto pelo Fundo Monetário Internacional (FMI).

"Nós e vários outros importantes mercados emergentes e países em desenvolvimento, representando uma porção substancial da economia global e da população, nos opomos à resolução”, diz o comunicado.

A nota foi divulgada em Cingapura, onde se realiza o encontro do grupo conhecido como G24, paralelamente às reuniões do FMI e do Banco Mundial (Bird) que vão até quarta-feira.

O comunicado dos ministros critica a reforma do sistema de cotas em duas etapas, embora manifeste apoio à intenção do Fundo de assegurar um maior peso às economias emergentes, com o aumento da participação da China, da Coréia do Sul, da Turquia e do México.

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, advertiu que a eventual aprovação do projeto pode abrir uma crise de representatividade na instituição, por causa da oposição de vários países em desenvolvimento.

G24

Por sua vez, a ministra da Economia da Argentina, Felisa Micelli, disse que, da forma como estão colocados os parâmetros para a nova fórmula de distribuição de voto, alguns países em desenvolvimento podem sair prejudicados.

Em outro comunicado, desta vez de todo o G24, os ministros reiteraram para a imprensa que "qualquer pacote de reformas deve incluir um aumento substancial nos votos básicos e uma nova fórmula de cotas que reflita de forma precisa o tamanho relativo das economias emergentes".

O FMI planeja reformar numa segunda etapa o esquema de cotas de todos os 184 países-membros a partir da criação de uma nova fórmula.

Para ser aprovada, a proposta de reforma em duas etapas precisa obter 85% dos votos dos 184 integrantes do FMI.

Votação

A votação será concluída na segunda-feira, e os resultados serão anunciados em seguida. A aprovação da proposta de reforma é um dos principais itens da pauta da reunião anual do FMI.

O peso dos votos de cada país no FMI é determinado por sua cota ou compromisso financeiro com o Fundo. Os Estados Unidos têm cerca de 17% do total de votos, o Japão conta com 6,1% e a Argentina com 0,99%.

A Índia, o Brasil, a Argentina e o Egito têm, juntos, apenas 3,78% do total de votos.

Os ministros observaram que três categorias de países - emergentes, em desenvolvimento e em transição - representam mais da metade do Produto Interno Bruto (PIB) global em termos de paridade de poder de compras.

Esses países, asseguram a maior parte das reservas mundiais e representam a maioria da população.

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