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Atualizado às: 15 de setembro, 2006 - 13h02 GMT (10h02 Brasília)
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Banco Mundial critica Cingapura por barrar ONGs
Ilha de Batam, Indonésia
Manifestante gesticula em fórum de ONGs na Indonésia
O presidente do Banco Mundial (Bird), Paul Wolfowitz, qualificou de "autoritária" a decisão do governo de Cingapura de barrar ativistas de organizações não-governamentais que participariam de eventos paralelos ao encontro anual do Fundo Monetário Internacional (FMI).

Pelo menos 27 ativistas foram proibidos pelo governo de Cingapura de entrar na cidade-Estado, de passagem para a ilha indonésia de Batam – a cerca de uma hora de barco do local onde se realizam os encontros – onde ONGs realizam seu próprio evento não-oficial.

Dezenas de ativistas foram extraditados, entre eles uma brasileira barrada ao desembarcar no aeroporto.

"Muito prejuízo já foi causado a Cingapura, e grande parte dele é auto-infligido", disse Wolfowitz, afirmando que o país manchou sua reputação.

O presidente do Bird já havia dito que as medidas eram "inaceitáveis", e uma "violação do entendimento que havíamos tido com Cingapura".

Na semana passada, o FMI e o Banco Mundial divulgaram um comunicado conjunto pedindo para que o governo de Cingapura permitisse a entrada e o trânsito no país de representantes de ONGs que tivessem credencial para participar dos eventos.

Protestos contidos

O encontro anual do FMI só começa na semana que vem, mas os eventos oficiais – como a divulgação de relatórios em coletivas de imprensa, reuniões temáticas e fóruns – acontecem desde ontem.

Nesta sexta-feira, mais de 500 participantes de organizações de todo o mundo lançaram seu próprio evento, o Fórum Popular Internacional.

O encontro de três dias deve reforçar os pedidos de cancelamento da dívida externa dos países pobres e o fim de políticas que agravem a pobreza nos países que assinam acordos com o Fundo.

Cingapura
Manifestantes em área 'autorizada' do encontro entre FMI e Bird

Organizar o evento na ilha de Batam foi a solução encontrada para contornar uma proibição do governo de Cingapura aos protestos de rua durante o encontro do FMI e do Bird.

Em vez disso, o evento oficial terá uma área designada para protestos "autorizados".

Separados do espaço principal por fitas de contenção, os manifestantes poderão gritar palavras de ordem, mas não usar microfones ou megafones.

Para entrar na área – menor que uma quadra de basquete – os ativistas devem ser vistoriados em máquinas de raio-X.

A própria polícia providencia cartazes de plástico em branco para que os manifestantes escrevam ali slogans.

Cerca de 30 pessoas da organização Global Call Against Poverty (Campanha Mundial Contra a Pobreza) foram os primeiros a realizar um protesto sob semelhantes condições, nesta sexta-feira.

Portando máscaras com os dizeres "Sem voz", eles simbolizaram a denúncia de que os países menores ou mais pobres não têm voz no FMI, sob olhares cuidadosos de uma dúzia de policiais que patrulhavam o local.

"Nunca vi algo assim antes. As pessoas deveriam poder protestar em qualquer lugar à sua escolha, pacificamente", disse um porta-voz da organização, Taylor Thompson.

Para a polícia, as medidas de segurança são necessárias porque Cingapura é um "alvo terrorista" muito visado.

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