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Atualizado às: 06 de agosto, 2004 - 20h10 GMT (17h10 Brasília)
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Produção recorde da Opep não acalma mercado
A Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) está produzindo 30 milhões de barris por dia – um recorde de 25 anos – e pode aumentar sua produção em mais 1 milhão ou 1,5 milhão de barris se necessário.

A afirmação foi feita pelo presidente do cartel, Purnomo Yusgiantoro, nesta sexta-feira. Segundo ele, os 11 membros da Opep estão produzindo 2 milhões de barris acima da atual cota de 28 milhões – fator visto por alguns analistas como um sinal de que há pouco espaço para manobras.

Yusgiantoro disse que, se houver uma alta na produção, ela terá que esperar até setembro.

Dos 30 milhões de barris, também estão incluídos 2 milhões de barris do Iraque, fornecimento altamente vulnerável à sabotagem e outras formas de interrupção.

Volatilidade

Em meio aos comentários do presidente da Opep, os preços dos contratos de petróleo apresentaram volatilidade nos pregões desta sexta-feira.

Após atingir um novo recorde de alta de US$ 44,77, o barril de petróleo cru para entrega em setembro, na Bolsa Mercantil de Nova York, recuou US$ 0,46 e fechou em US$ 43,95.

Em Londres, o contrato de petróleo do tipo Brent para entrega em setembro chegou a ser cotado a US$ 41,50 o barril, mas também caiu US$ 0,49 para US$ 40,63.

O aumento da demanda nos Estados Unidos e na China, combinado com o temor em relação à segurança, tem impulsionado a alta do preço do petróleo nos últimos meses.

A tendência ganhou ainda maior pressão quando o Ministério da Justiça russo determinou que a petrolífera Yukos não teria acesso às suas contas bancárias.

A empresa disse que, com isso, teria que interromper sua produção, o que teria um impacto na oferta global do produto. A Yukos é responsável por 2% da produção mundial do combustível.

Outro fator que afetou o ânimo dos investidores nesta sexta-feira foi um incêndio na principal refinaria do Texas – a terceira maior dos Estados Unidos. Mais um motivo para uma possível queda no fornecimento de petróleo e, conseqüentemente, pressão nos preços.

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