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Petróleo fecha acima de US$ 44 na Bolsa de NY | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O preço do petróleo voltou a bater um novo recorde de alta após o presidente da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) ter comentado que seria impossível aumentar a oferta do produto no mercado. O barril foi cotado a US$ 44,24 em Nova York – patamar não registrado na Bolsa Mercantil de Nova York em 21 anos –, mas acabou recuando para US$ 44,15 no fim do pregão, uma alta de 33 centavos no dia. Em Londres, o preço do petróleo tipo Brent subiu 69 centavos de dólar para US$ 40,67. "O preço do petróleo está muito alto, é uma loucura", disse Purnomo Yusgiantoro, presidente da Opep, que adicionou, no entanto, que "não há reservas adicionais". Terrorismo Yusgiantoro afirmou que a Arábia Saudita, maior produtor e exportador do mundo, poderia aumentar sua produção, mas "não imediatamente". Além dos comentários do presidente da Opep, o mercado também ficou atento aos alertas do governo americano sobre possíveis atentados no país e aos sinais de que a disputa entre o governo russo e a empresa Yukos pode afetar a oferta. A alta ainda é impulsionada pela maior demanda na China e a recuperação econômica dos Estados Unidos. John Brady, analista do banco ABN Amro, acha que os temores de atentados continuarão afetando os preços. "O mercado está fixado no alto quando você vê a tendência", diz Brady. "O alerta de ameaças está trazendo mais confusão e incerteza ao mercado." Mas, para Tony Nunan, da Mitsubishi Corporation, em Tóquio, caso um ataque ocorresse, os preços deveriam cair. "Depois do 11 de setembro, as pessoas pararam de consumir por causa da incerteza. Se o alvo é uma nação consumista, você esperaria que um ataque afetasse o mercado para baixo", argumentou. |
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