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Preço do petróleo volta a subir e bater recordes | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O preço do petróleo voltou a bater recordes nesta sexta-feira depois do incêndio de uma grande refinaria nos Estados Unidos e dos temores provocados pela crise financeira na gigante petrolífera russa Yukos. O barril do petróleo cru americano bateu um recorde de 21 anos ao alcançar US$ 44,77 em negociações eletrônicas que antecedem a abertura do pregão da Bolsa Mercantil de Nova York. Na quinta-feira, o valor de fechamento do petróleo em Nova York, US$ 44,51, já havia sido recorde. Em Londres, o barril do tipo Brent chegou a US$ 41,50, o preço mais alto desde 1988. Justiça russa O mais recente abalo no mercado petroleiro foi provocado por um incêndio que fechou uma refinaria da BP no Texas que produz 470 mil barris de gasolina por dia – a terceira maior dos Estados Unidos. "O petróleo é certamente volátil e todas as questões de abastecimento do momento estão dificultando bastante a análise do mercado", disse David Hynes, um analista do banco ANZ à agência de notícias Reuters. Na quinta-feira, a revogação da decisão do Ministério da Justiça russo de autorizar o acesso às contas da Yukos retomou a escalada dos preços. Teme-se que a Yukos não consiga pagar pelo transporte do seu petróleo se a Justiça não liberar o acesso à conta bancária. Isso afetaria ainda mais a oferta do produto no mercado. Diante da crise, a Opep anunciou nesta sexta-feira que está preparada para aumentar a produção de petróleo em até 1,5 milhão de barris/dia para aliviar a crise do setor. "Estamos dispostos a aumentar a produção entre 1 e 1,5 milhão de barris/dia, e essa questão vai ser discutida no encontro do dia 14 de setembro em Viena", afirmou Purnomo Yusgiantoro, presidente da Opep, segundo a agência de notícias France Presse. |
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