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China suspende embargo à soja brasileira | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A China concordou em suspender o embargo a exportadores de soja brasileira que estava praticamente inviabilizando a entrada do produto no mercado chinês. A informação foi divulgada em Pequim pelo governador do Rio Grande do Sul, Germano Rigotto, depois de uma reunião entre duas delegações brasileiras (uma chefiada por Rigotto e outra federal) e representantes do governo chinês. A crise em torno da soja brasileira teve início em abril, quando a China interceptou carregamentos de soja alegando haver encontrado substâncias químicas nos grãos. Desde então, as empresas que forneciam ou negociavam as cargas interceptadas foram proibidas de exportar para a China por tempo indeterminado. Mais suspensões Além disso, de lá para cá, outras empresas brasileiras de exportação de soja foram submetidas a restrições semelhantes, elevando para 23 o número de companhias afetadas pela decisão da Administração Estatal de Supervisão de Qualidade, Inspeção e Quarentena (AESQIQ) da China. Brasil e China teriam chegado a um acordo depois de o Brasil ter se comprometido a endurecer a fiscalização da soja que sai do seu território. Acredita-se que sementes de soja contaminadas com fungicida tenham sido misturadas aos grãos, embora não tenha ficado claro se isso teria ocorrido de forma acidental ou intencional, para aumentar o volume da carga exportada. A China é o maior importador de soja e o Brasil, o segundo maior exportador do produto – atrás apenas dos Estados Unidos. Cerca de um terço das exportações brasileiras do grão no ano passado foi para a China e o governo brasileiro declarou recentemente que quer aumentar mais a presença brasileira no mercado chinês, que compra 20 milhões de toneladas do produto de outros países por ano. |
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