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Para Furlan, China será 2º maior destino de exportações do Brasil | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Luiz Fernando Furlan, diz acreditar que a China vai substituir a Argentina como segundo maior destino de exportações brasileiras até o final do governo Lula. O ministro fez a declaração em entrevista à BBC Brasil, nesta segunda-feira, em Pequim, ao final de uma cerimônia que marcou o fechamento de 15 acordos comerciais entre Brasil e China. Cerca de 700 empresários, chineses e brasileiros, participaram do evento. Furlan diz que está tão confiante na parceria que voltará à China daqui a três semanas, liderando uma missão comercial de 100 empresários, de 15 setores. "O grande encontro de hoje (segunda-feira) não termina com a partida do presidente Lula e sua delegação", disse Furlan. "Teremos continuidade para que mais negócios e investimentos sejam realizados". Investimento De acordo com o ministro, as expectativas são de que a China vai investir US$ 5 bilhões (mais de R$ 15 bilhões) no Brasil ainda durante o governo do presidente Lula. Os principais projetos são na área petrolífera e de infra-estrutura, para a ampliação e melhoria de portos e ferrovias brasileiros. Com as benfeitorias, os produtos brasileiros chegarão mais rapidamente à China, e vice-versa. O ministro rebateu as críticas de que o fato de o Brasil estar dando preferência a parcerias comerciais com a China, em vez de países desenvolvidos, poderia ser um erro. "Espero que os países mais adiantados não estejam enciumados com a iniciativa do Brasil de aproximação com China, Índia e África do Sul entre outros", disse Furlan. "Na verdade, não há nada de contraditório nesta aproximação. São países populosos, mercados ainda pouco explorados, e nossa relação tradicional com Europa e América do Norte não é afetada neste sentido, já que um quarto do nosso comércio mundial é com a União Européia e outra parte relevante é com os Estados Unidos", completou. Mas Furlan afirmou que o Brasil "não pode se dar ao luxo de ignorar esses mercados, que são complementares à nossa economia”. Soja Nesta segunda-feira, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores chinês, Liu Jinchao, declarou que o episódio da soja contaminada por agrotóxicos enviada para a China não deve prejudicar a imagem dos produtos brasileiros no país. Normalmente, o Brasil exporta mais de 50 mil toneladas de grão de soja por ano para a China. Mas, na semana passada, as autoridades chinesas apreenderam um carregamento de soja brasileira contaminada por agroquímicos e cancelaram a importação do produto fornecido por cinco empresas. Liu Jinchao disse acreditar que as autoridades sanitárias brasileiras irão resolver o problema em breve. "O Brasil tem uma tradição de exportar sempre produtos de qualidade para a China, como jogadores de futebol", brincou o porta-voz. Petrobras Em um outro desdobramento da viagem de Lula à China, o presidente da Petrobras, José Eduardo Dutra, mostrou-se otimista nesta segunda-feira com a parceria assinada com a Sinopec, a estatal chinesa de petróleo. Dutra espera triplicar as exportações de petróleo do Brasil para a China. No ano passado, cinco milhões de barris de petróleo foram enviados para o território chinês. Com o novo acordo, a Petrobrás espera vender 14 milhões de barris só neste ano. |
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