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OCDE prevê avanço do Brasil em exportações agrícolas | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O Brasil deve aumentar a sua participação no mercado de commodities agrícolas nos próximos anos, segundo um relatório da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE) divulgado nesta quinta-feira. Segundo o relatório, o país deverá substituir os Estados Unidos na posição de líder do mercado de soja até 2013 e aumentar a participação nas exportações de carne bovina e açúcar, produto do qual já é o maior produtor e exportador mundial. O analista sênior da OCDE Garry Smith, um dos autores do relatório, afirma que o baixo custo de produção aliado à desvalorização da moeda garantem ao país vantagens imbatíveis na exportação do produto. "Nenhum outro país consegue produzir açúcar abaixo do preço internacional." O relatório também menciona o potencial brasileiro no mercado de carne bovina, ressaltando que o produto só não tem maior presença mundial devido às barreiras sanitárias impostas com base nos receios de febre aftosa. Segundo Smith, Brasil e China tendem a se tornar dois dos principais players do comércio agrícola internacional nos próximos anos – a China, como importador, e o Brasil, como exportador. Queda de preços O Brasil, segundo dados do Fundo para Agricultura e Alimentos das Nações Unidas (FAO) de 2002, ocupa a sétima posição nas exportações agrícolas mundiais (US$ 16,7 bilhões), logo atrás de Itália (US$ 17,4 bilhões) e Bélgica (US$ 18,6 bilhões). Além do açúcar, ainda segundo a FAO, o país é líder em produtos como suco de laranja e café e está em segundo nas vendas, por exemplo, de tabaco e frango. Apesar disso, o Brasil ainda está muito atrás em valor de exportações dos líderes Estados Unidos (US$ 55,5 bilhões) e França (US$ 34,5 bilhões), especialmente porque exporta produtos de menor valor agregado. Segundo Smith, apesar da ligeira valorização em termos nominais, a tendência de depreciação das commodities em termos reais deve continuar nos próximos anos. "O Outlook sugere que as economias de fora da OCDE estão desempenhando um papel cada vez maior na configuração dos mercados agrícolas mundiais." O Brasil é o maior exportador agrícola entre os países em desenvolvimento. A China está em 12º lugar no ranking mundial e a Argentina, em 13º. |
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