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Atualizado às: 13 de abril, 2004 - 23h39 GMT (19h39 Brasília)
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Açúcar: Brasil 'perde US$ 494 mi' com subsídios da UE
Plantação de cana de açúcar
Produtores em países em desenvolvimento sofrem prejuízos, diz ONG
O Brasil perde US$ 494 milhões por ano por causa dos subsídios concedidos pela União Européia (UE) ao açúcar, segundo relatório da Oxfam, uma das mais importantes ONGs da Grã-Bretanha.

O relatório afirma que a UE põe cinco milhões de toneladas de açúcar subsidiado no mercado todos os anos, "criando instabilidade de preços e competição injusta".

Os maiores produtores de açúcar da UE são Alemanha, França e Grã-Bretanha, de acordo com a Oxfam.

"Esse é o escândalo do açúcar e não há nada de doce nisso", disse o diretor da Campanha por um Comércio Justo da Oxfam, Phil Bloomer.

"O sistema premia grandes empresas e produtores ricos com dinheiro dos contribuintes e dos consumidores da UE, e aumenta a pobreza no mundo em desenvolvimento."

Cotas

A Tailândia perde o equivalente a US$ 151 milhões por causa dos subsídios ao açúcar, de acordo com as estimativas da ONG.

"A loucura é que produzimos muito mais açúcar do que podemos consumir na Europa, a um custo muito alto", acrescentou Bloomer.

"Então, jogamos o resto sobre os países em desenvolvimento."

Os países menos desenvolvidos têm acesso limitado ao mercado de açúcar da UE, de acordo com a Oxfam.

"A cota anual para os 49 países menos desenvolvidos equivale a apenas três dias de consumo na UE", diz o estudo.

Moçambique, Maláui e Etiópia, três dos países mais pobres do mundo, perderam US$ 238 milhões desde 2001 por causa dos limites impostos pelas cotas, segundo o relatório.

Reforma

A Oxfam está pedindo para que os ministros da UE tornem prioritária a reforma do regime do açúcar na região.

No entanto, Bloomer disse que a reforma parece estar "escapando" da agenda da União Européia.

"A retórica sobre reforma em Bruxelas deve ser combinada com ação significativa para mudar o regime, de forma que beneficie produtores dos países em desenvolvimento e ponha um fim ao excesso de produção na UE", disse Bloomer.

"É imperativo que a pressão de grupos interessados não ganhe o debate antes mesmo que ele comece."

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