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Suspensão aplicada pela China surpreende exportadores de soja | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A suspensão das compras de soja de 15 empresas brasileiras, divulgada nesta segunda-feira pelo Ministério da Quarentena da China, foi recebida com surpresas pelos comerciantes. Nenhuma das empresas ouvidas pela BBC Brasil disse ter recebido uma notificação oficial sobre o impedimento de exportação para a China, divulgado pelo site oficial do Ministério da Quarentena. Ironi Perron Ferrari, da Peron Ferrari S/A Comércio de Cereais, do Paraná, disse que a empresa não recebeu qualquer notificação do governo chinês. Além disso, o empresário alegou não ter vendido nenhum carregamento de soja diretamente para a China. A soja da empresa pode ter chegado à China por intermediários. “Pelo que tenho conhecimento, só vendemos soja diretamente para os Estados Unidos. Não tinha informações sobre estes problemas”, explicou Ferrari. Bloqueio Outra empresa citada na lista divulgada nesta segunda-feira pelo Ministério da Quarentena da China, a Cooperativa Agroindustrial Lar, também do Paraná, também informou que não recebeu qualquer comunicado sobre bloqueio de suas mercadorias em território chinês. “Empresas menores como a nossa acabam vendendo em pool. Saem de uma vez 40 toneladas e dessa quantidade temos uma pequena participação. Não tenho conhecimento de nenhum problema com os carregamentos que saíram do porto de Paranaguá (Paraná), onde há critérios rígidos de fiscalização e onde operam nossos compradores”, explicou Mário Balk, gerente comercial da cooperativa Lar. Mário Balk explicou ainda que, muitas vezes, os produtores de soja vendem para atravessadores e nem sabem o destino da mercadoria. Balk disse que costuma vender óleo e farelo de soja para o mercado chinês, mas o comércio de grãos é muito pequeno. A empresa Sumitomo Corporation do Brasil, que atua em diferentes pontos do Brasil, não quis comentar a inclusão da empresa na lista de vetos do governo chinês antes de receber a notificação oficial. A assessoria de comunicação do Porto de Paranaguá também disse não ter recebido informação de problemas com qualquer carregamento que tenha deixado o porto. De acordo com a assessoria, os critérios são rígidos e das 3 milhões e 100 mil toneladas de soja que foram exportadas através do porto, 36% foram exportadas para China, sem qualquer problema. Segundo assessoria, muitas empresas que operam no Porto de Paranaguá também operam em outros portos do Brasil. A nota divulgada pelo Ministério da Quarentena não especifica qual é a origem da soja, que está sob suspeita de contaminação. |
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