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Atualizado às: 28 de abril, 2004 - 20h10 GMT (17h10 Brasília)
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Dossiê Desemprego: Taxa no Brasil é o dobro da média mundial
catadores de papel no Brasil
Desemprego na América Latina era de 8% em 2003
A taxa de desemprego no Brasil divulgada pelo IBGE na terça-feira, de 12,8%, é mais de duas vezes superior à média mundial em 2003.

Segundo a Organização Internacional do Trabalho (OIT), a taxa de desemprego no mundo foi de 6,2% no ano passado.

O IBGE usa a metodologia de cálculo recomendada pela OIT.

Ainda segundo a OIT, o desemprego afeta países ricos, como a França e a Alemanha, mas é mais elevado em países em desenvolvimento fora da Ásia.

Nas economias industrializadas, era de 6,8%. Nos países emergentes do Leste da Ásia, chegava a 3,3%. Entre as economias em transição do Leste da Europa, a taxa era de 9,2%.

Na América Latina e no Caribe, a taxa era de 8%, mais alta na África Subsaariana, onde chegava a 10,9%, e ainda mais elevada no Oriente Médio e no Norte da África, de 12,2%.

Precariedade

Nos Estados Unidos, o mercado de trabalho é uma incógnita para os analistas, e a queda do desemprego está sendo mais lentas do que em períodos anteriores de recuperação da economia.

Além disso, as últimas análises indicam que aumentou a precariedade do emprego na maior economia do mundo, e as novas contratações estão sendo feitas por prazo determinado e com salários menores.

A Argentina, onde a taxa de desemprego caiu de 19,7% em 2003, para os 14,5%, registrados agora, segundo dados oficiais, compartilha com os Estados Unidos o aumento da precariedade.

Mais de 50% dos novos postos de trabalho criados no país são sem carteira assinada e, portanto, sem os benefícios nela embutidos, como a previdência social.

Sucesso

Já na Alemanha, um dos casos mais sérios da Europa, cerca de quatro milhões e meio de pessoas estão sem trabalho.

O problema ainda é maior no território da ex-Alemanha Oriental, aonde um em cada cinco adultos está desempregado.

Já na França, o desemprego voltou a subir, e o impacto da redução da jornada de trabalho para 35 horas semanais – a mais conhecida das medidas para aumentar a oferta de emprego no país – ainda não está claro, segundo especialistas.

Mesmo assim, uma pesquisa do Ministério do Trabalho revelou que 66% dos franceses aprovam a lei.

Mas também há casos de sucesso no combate ao desemprego, como é o caso da Grã-Bretanha, onde a taxa de 4,8% é a mais baixa dos últimos 29 anos.

Leia no Dossiê Desemprego:


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