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Na Alemanha, taxa de desemprego bate recorde e chega a 10% | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Fusões, concorrência de países com mão-de-obra barata e uma crise econômica levaram o desemprego na Alemanha a bater recordes: cerca de 4,5 milhões de pessoas estão sem trabalho no país, o que equivale a 10% da população economicamente ativa. O problema ainda é maior no território da ex-Alemanha Oriental, aonde um em cada cinco adultos está desempregado. O economista Hartmut Sangmeister, professor da Universidade de Heidelberg, culpa sobretudo o sistema rígido de contratos de trabalho na Alemanha, que estabelecem níveis salariais para toda uma categoria ou uma região. Encargos sociais “Esse sistema de pisos salariais faz crescer o desemprego de pessoas pouco qualificadas, que se tornam muito caras para as empresas”, diz Sangmeister. Ele argumenta que a metade dos desempregados alemães tem pouca ou nenhuma qualificação. Na opinião de Nitsch, um problema comum ao Brasil e à Alemanha são os altos encargos sociais, que diminuem a competitividade das empresas e encarecem a mão-de-obra, fazendo com que se empregue menos. “Tanto na Alemanha como no Brasil, os encargos chegam a cerca de 50% do salário bruto”, diz o professor Manfred Nitsch, economista da Universidade de Berlim. “Converter esses encargos em impostos de valor agregado é uma das formas de aliviar a carga das empresas e aumentar a renda líquida do trabalhador.” Nitsch, que é um conhecedor profundo da economia brasileira, diz que o financiamento de aposentadoria e do seguro-saúde por meio de impostos pode dar certo e já está funcionando na Dinamarca. Flexibilidade O governo alemão está tentando flexibilizar o mercado de trabalho para criar mais empregos. Entre as medidas, estão o fim da estabilidade no emprego em pequenas empresas. “Isso ainda é pouco para aquecer o mercado de trabalho”, critica o professor Hartmut Sangmeister. O chanceler Gerhard Schröder também vai reduzir o salário-desemprego. Segundo uma análise dos principais institutos alemães de pesquisa econômica publicada nesta semana, o desemprego na Alemanha deverá cair em 2004 – pela primeira vez desde o ano 2000. |
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