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Brasil apóia pedido da China para entrar no BID | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O governo chinês conseguiu o apoio do Brasil para ingressar como membro do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). O banco reúne os países latino-americanos e alguns países desenvolvidos, que não podem tomar empréstimos, mas entram como financiadores. O ministro do Planejamento, Guido Mantega, recebeu na segunda o presidente do Banco Central chinês, Zhou Xiaochuan, que saiu da reunião satisfeito com o apoio recebido do Brasil. "Acho que foi positivo. Não há muitos países interessados em entrar no BID", contou Xiaochuan. Ele disse que o país quer ingressar na instituição por dois motivos: para facilitar os contatos com os países da região, com os quais tem uma crescente relação comercial, e porque os chineses têm muito dinheiro para investir e querem comprar os papéis do BID. Além da China, também a Coréia do Sul quer entrar no BID. De acordo com o ministro Mantega, a entrada da Coréia do Sul é patrocinada pelos Estados Unidos. O banco tem 46 países-membros. Durante muito tempo, o Brasil tentou bloquear a entrada da Coréia do Sul no banco, que gostaria de comprar as ações da Croácia, que deixou a instituição. Mantega disse que o governo estava apenas analisando as conseqüências da entrada do país no grupo. "No começo, queríamos ter acesso ao banco de desenvolvimento asiático, mas isso não é permitido a países de fora da região", explicou. A China já é o segundo maior parceiro comercial do Brasil e pode se tornar nos próximos anos um dos maiores investidores estrangeiros. Na América do Sul, Xiaochuan disse que o Brasil é o mercado que mais interessa aos chineses. Boa receptividade Mantega ficou satisfeito com a receptividade à proposta de mudança na maneira de contabilizar os investimento, que ele apresentou na reunião anual do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), na segunda-feira. "Todos os latino-americanos estão com os mesmos problemas", disse o ministro. Ele não sabe ainda, no entanto, a opinião dos países desenvolvidos que integram o banco. "Estou concentrando as conversas com os latino-americanos", explicou. Os países ricos, segundo ele, não precisam da mudança porque já contabilizam seus investimentos de maneira diferente, como a pleiteada pelo Brasil. "Para eles gasto é gasto, investimento é investimento. Só para nós é diferente", disse. A intenção é sair do encontro com um documento assinado por todos os países latino-americanos apoiando a mudança, para apresentar na reunião anual do Fundo Monetário Internacional (FMI) e do Banco Mundial, no dia 15 de abril. Oficialmente o governo brasileiro não precisará mais do aval do FMI para mudar a contabilidade, já que não pretende renovar o acordo com o fundo no próximo ano. Mas a concordância do organismo funciona como uma espécie de aval junto à comunidade, para evitar dúvidas de que o país continua a agir com "Se fosse para fazer de forma unilateral já teríamos feito", disse o ministro. |
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