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Atualizado às: 23 de março, 2004 - 06h48 GMT (03h48 Brasília)
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Brasil quer lançar mercado comum China-Mercosul

Foto: José Cruz/Agência Brasil
Amorim está preparando o terreno para a visita do presidente Lula, em maio
O ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, disse nesta terça-feira, em Pequim, que espera dar nos próximos meses os primeiros passos no lançamento de um acordo de livre comércio entre o Mercosul e a China.

“O começo do processo nós esperamos que possa acontecer logo”, disse Amorim por telefone à BBC Brasil. “Esperamos que o pontapé inicial seja dado antes ou durante a visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.”

Um dos objetivos da visita de Amorim, que chegou à China no domingo, é justamente realizar os preparativos para a ida do presidente Lula ao país, prevista para o mês de maio.

Durante a visita, devem ser assinados uma série de novos acordos bilateriais, em áreas como a cooperação judiciária e o turismo, que vão fortalecer a aliança estratégica entre os dois países.

“Sinto um grande entusiasmo em torno da visita do presidente Lula, a qual as autoridades chinesas estão dando grande importância”, disse o ministro.

US$ 15 bilhões

A China é hoje o terceiro maior parceiro comercial do Brasil, só ficando atrás dos Estados Unidos e da Argentina. Além disso, os dois países têm acordos em áreas diversas, como um na área tecnológica, para o lançamento de satélites espaciais.

O ministro acredita que existe grande potencial para que esse intercâmbio cresça.

“Estamos discutindo questões políticas, comerciais e de colaboração na área científico-tecnológica”, explicou Amorim.

“Discutimos assuntos que já estão mais avançados, como a perspectiva de investimentos na área da siderurgia, e outros que estão apenas começando a ser tratados, como a possível participação chinesa na recuperação da malha ferroviária brasileira.”

De acordo com o chanceler, há dez anos, quando foi lançada a idéia da aliança estratégica entre Brasil e China, o comércio bilateral era de US$ 1 bilhão.

No ano passado, contudo, esse comércio havia crescido para US$ 6,7 bilhões. Segundo o chanceler, "isso está ocorrendo de uma maneira quase natural. Eu acho que, agora, com o esforço concentrado para remover obstáculos em algumas áreas, criar oportunidades em outras e desenvolver projetos conjuntos, o potencial é enorme”.

E completou: “Eu acho que podemos facilmente, em poucos anos, crescer para US$ 12 bilhões, US$ 15 bilhões, mas isso depende de uma série de fatores, como o continuado crescimento da China.”

Um ano

O chanceler destaca o possível acordo de livre comércio como uma das formas de ampliar esse comércio, e explica que o processo para sua implantação se daria de forma semelhante ao que vem sendo feito com a Índia.

“Você pode ter um acordo-quadro em uma questão de meses. Uma lista de produtos após um certo período. Já um acordo de livre comércio iria exigir um ano, pelo menos”, explicou.

“Eu acho que só o fato de você iniciar já dá um sinal importante para os empresários, que são os que no fundo fazem os negócios.”

O ministro permanece na China até a manhã desta quarta-feira, quando viaja para o Japão, antes de retornar ao Brasil.

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