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BID quer ampliar empréstimos para empresas brasileiras | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) quer aumentar os empréstimos para bancos e empresas privadas no Brasil, para driblar a limitada capacidade de endividamente do governo, comprometido com a redução da relação dívida/PIB e com o superávit fiscal. No ano passado, o BID já fez ao Bradesco o primeiro empréstimo da instituição a um banco privado, repassando recursos para um projeto de apoio à exportação, no valor de US$ 50 milhões. Antes, todos os empréstimos do banco eram destinados a governos. O presidente do BID, Enrique Iglesias, evitou dizer claramente se apóia o pedido do Brasil para que investimentos em obras sociais e de infra-estrutura deixem de ser contabilizados como gastos - e, portanto, fiquem fora do superávit. “Esse assunto está sendo discutido no FMI, no Banco Mundial e também no BID”, afirmou Iglesias neste sábado em Lima, onde participa da reunião anual de governadores da instituição. O apoio do banco para a mudança será pedido pelo ministro do Planejamento, Guido Mantega, que chega a Lima neste sábado e chefia uma delegação de 40 membros do governo brasileiro. O presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, também participa da reunião. A idéia já foi levada ao Fundo Monetário Internacional (FMI) pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e consta do documento assinado na visita do presidente argentino, Nestor Kirchner, na visita ao Brasil, há duas semanas. Mesmo sem apoiar explicitamente a medida, o presidente do BID afirmou que o volume de financiamento destinado ao Brasil vai aumentar neste ano. “Já há vários projetos em andamento”, afirmou. No ano passado, o país recebeu apenas US$ 1,1 bilhão, não pela falta de projetos, mas pela restrição do governo em aumentar o endividamento público. De acordo com um representante brasileiro no banco, o problema não é falta de recursos do governo para a contrapartida exigida, mas justamente o problema contábil criado pela decisão do governo em não aumentar a proporção de endividamento em relação ao PIB. Além das sessões de trabalho do BID, tanto Mantega como Meirelles fazem palestras para investidores estrangeiros em Lima. O presidente do Banco Central é o convidado, na segunda-feira, de um almoço promovido pela Federação Brasileira dos Bancos (Febraban) com cerca de 250 executivos de bancos brasileiros e estrangeiros. |
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