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BID quer emprestar mais para o Brasil, diz Iglesias | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O presidente do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), Enrique Iglesias, disse que vai propor em reuniões no Brasil programas de financiamento da instituição que podem chegar a US$ 2 bilhões (quase R$ 6 bilhões). Iglesias parte de Washington na noite deste sábado para uma visita ao Brasil que inclui escalas nos Estados de Goiás e do Ceará, além de Brasília, onde terá discussões a equipe econômica do governo. O presidente do BID disse que os empréstimos ao Brasil no ano passado foram “muito baixos” – da ordem de US$ 300 milhões – e que ele espera um aumento no futuro próximo. “Os poucos financiamentos do banco ao Brasil foram em grande parte decorrência da postura madura e prudente do governo brasileiro, que preferiu não se endividar”, disse. Plano Iglesias disse que as dicussões em Brasília vão se concentrar nos planos do banco para o país para os próximos quatro anos “pegando os três anos deste governo e o primeiro do próximo.” Ele pediu uma audiência com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e tem também reuniões marcadas com o ministro do Planejamento, Guido Mantega, e outros membros da equipe econômica. Um dos programas destacados pelo BID no Brasil é o Bolsa-Família, que pode receber um significativo financiamento do banco. Segundo o gerente de operações regionais da instituição, Ricardo Santiago, a oferta de recursos para este programa pode chegar a US$ 1 bilhão (quase R$ 3 bilhões). Juros Iglesias preferiu não entrar no debate sobre quando as taxas de juros do Brasil vão poder cair significativamente. “Esta é uma discussão interna que está muito forte, e acho que as autoridades brasileiras estão dando toda a atenção a ela”, disse. Mas o presidente do BID disse que está otimista com a situação na América Latina e que espera que não demore muito para que os governos possam retomar as políticas de crescimento. “O Brasil está em um bom caminho, e acredito na projeção de crescimento de 3% no PIB (produto interno bruto) este ano”, disse. Argentina Iglesias também elogiu a decisão da Argentina de assinar uma carta de intenções com o Fundo Monetário Internacional (FMI) e abrir negociações com os credores privados para reestruturar o pagamento de sua dívida. A dívida soberana (contraída pelo Estado no exterior) da Argentina é estimada em US$ 88 bilhões (mais de R$ 255 bilhões) e desde dezembro de 2001 o país parou de pagá-la. Iglesias disse o BID dá total apoio ao país, o qual, segundo ele, tem de se esforçar para conseguir manter o ritmo de crescimento econômico “que deve ficar este ano entre 5% e 6%, o nível de antes da crise em 2001”. “Nas próximas semanas, vou viajar a Buenos Aires para discutirmos a nossa política de empréstimos para Argentina”, disse. |
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