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Lula defende criação de banco para países em desenvolvimento
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu nesta terça-feira, em Angola, a criação de um banco de fomento e desenvolvimento envolvendo não apenas os países da América do Sul mas também os países africanos. Lula lembrou que já propôs, na reunião do Grupo do Rio em Cuzco, em maio, a criação de um banco sul-americano de fomento com a unificação e fortalecimento da CAF (Corporação Andina de Fomento), Fomplata e BNDES, para investir em projetos de infra-estrutura na região. “Se isso der certo, essa experiência pode ser estendida aos países da África porque precisamos de instituições financeiras para financiar o desenvolvimento e a infra-estrutura desses países”, afirmou o presidente numa entrevista coletiva, ao lado do presidente de Angola, José Eduardo dos Santos, minutos antes de embarcar para Maputo, a etapa seguinte de sua viagem de uma semana a cinco países africanos. “Não podemos depender apenas do dinheiro do Banco Mundial”, afirmou o presidente. “(Ele) é importante, mas não dá para tudo”, explicou. Segundo Lula, existe uma disposição política dos presidentes dos países em desenvolvimento na criação dessa nova instituição financeira. “Há uma necessidade hoje expressa de que precisamos criar outras fontes de financiamento e eu acho que vamos criá-las. Estou convencido de que, num curto espaço de tempo, nós teremos mais recursos para financiar a infra-estrutura dos países em desenvolvimento”, afirmou. Investimentos internos O presidente explicou que os recursos para o financiamento de investimentos brasileiros em Angola, prometidos por ele no dia anterior, não acontecerão em detrimento dos investimentos internos no país. “São duas coisas totalmente diferentes. Muitas vezes, o dinheiro que você tem para financiar através do BNDES não é o dinheiro que você pode utilizar em políticas públicas internas do Brasil”, afirmou. Lula ressaltou que um país “do tamanho do Brasil” tem crédito com vários países do mundo e também concede créditos. No momento, o Brasil financia vários projetos de infra-estrutura na América do Sul. “Esta é a parte da reciprocidade que um país tem que ter com os seus irmãos”, afirmou. Lula contou ainda que recebeu recentemente o empresário mais rico da América Latina, Carlos Slim (dono do grupo Carso, que controla a Telmex e, no Brasil, as empresas de telefonia celular Claro), que pretende propor a criação de uma instituição financeira público-privada para ajudar no financiamento de obras de infra-estrutura de integração regional. Senai De manhã, ainda em Luanda, Lula visitou o Centro de formação Profissional Cazenga, num bairro pobre da periferia da cidade. O centro tem apoio do Senai e está formando jovens nas áreas de confecção, mecânica, pedreiro, encanador e outras profissões. Fotos do próprio Lula quando estudou no Senai em São Bernardo do Campo foram colocadas no local. O presidente olhou as fotos e reconheceu dois colegas e um professor. "Eu era um bom torneiro", contou. |
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