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Lula é recebido com festa em São Tomé e Principe

Foto: Denize Bacoccina
Pescadores em praia de São Tomé

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi recebido com festa na pequena ilha de São Tomé, capital de São Tomé e Príncipe, primeira escala de sua viagem de uma semana a cinco países do sul da África.

Lula chegou pouco antes da 9h deste domingo (7h em Brasília), e foi recepcionado por centenas de crianças em uniformes escolares, são-tomenses portando cartazes com fotos do presidente e vários grupos folclóricos tocando música africana. De música brasileira, tocaram sucessos do grupo É o Tchan.

Lula também foi recebido no aeroporto pelo presidente de São Tomé, Fradique Bandeira Melo de Menezes, que o acompanha em quase todos os compromissos.

É a primeira visita de um presidente brasileiro desde a independência de Portugal, em 1975, e estava sendo aguardada com muita expectativa pelo governo e a população.

Uma nota no jornal local O Semanário convocou os são-tomenses a comparecer em massa ao aeroporto para saudar o presidente brasileiro.

Inauguração

A visita ao pequeno arquipélago de menos de 150 mil habitantes no oeste da costa africana dura pouco mais de sete horas.

No meio da tarde, Lula segue para Luanda, capital de Angola, onde fica até terça-feira de manhã.

O primeiro compromisso do presidente em São Tomé é a inauguração da embaixada brasileira no país, criada em março e em funcionamento desde junho.

“Essa visita é muito importante estrategicamente para o Brasil. É o único país da CPLP (Comunidade de Países de Língua Portuguesa) onde ainda não tínhamos embaixada”, disse o embaixador brasileiro, Paulo Dyrceu Pinheiro.

Petróleo

Lula e o presidente Fradique de Menezes, devem assinar oito acordos de cooperação entre os dois países.

Um deles estabelece a colaboração da Agência Nacional do Petróleo (ANP) com o governo para a elaboração da legislação para exploração de petróleo no país, descoberto há pouco tempo e ainda não explorado.

Existe uma grande expectativa em relação à exploração de petróleo, que pode mudar a situação econômica do país, um dos menores e mais pobres do continente.

O presidente Fradique de Menezes sofreu uma tentativa de golpe em julho, mas retornou ao poder uma semana depois.

Social

Os presidentes vão assinar ainda acordos de cooperação com projetos como Bolsa Escola, agricultura familiar, alfabetização solidária, educação e esportes. Lula também vai fazer a entrega simbólica de um lote de 2.592 livros doados pelo Ministério da Cultura a São Tomé.

O presidente chega à África acompanhado de nove ministros e dois secretários. Integram a comitiva os ministros das Relações Exteriores, Celso Amorim, da Educação, Christovam Buarque, da Cultura, Gilberto Gil, do Trabalho, Jaques Wagner, da Ação Social, Benedita da Silva, da Saúde, Humberto Costa, da Ciência e Tecnologia, Roberto Amaral, do Esportes, Agnello Queiroz, e da Segurança Alimentar, José Graziano, além dos secretários da Pesca, José Fritsch e da Igualdade Racial, Matilde Ribeiro.

Participam ainda da comitiva o senador Marcelo Crivela (PL-RJ) e os deputados Vicente Paulo da Silva, o Vicentinho (PT-SP), Luis Alberto (PT-BA), Reginaldo Germano (PFL-BA) e Edmar Moreira (PL-MG).

Curiosamente, vários dos ministros que integram a comitiva estão entre os mais cotados para ser substituídos numa reforma ministerial.

Por outro lado, nenhum dos ministros do chamado "núcleo duro" do poder – ministro-chefe da Casa Civil, José Dirceu, e ministro da Fazenda, Antonio Palocci – acompanha o presidente na viagem à África.

O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Luiz Fernando Furlan, se encontra com o presidente em Angola, a segunda etapa da viagem, para onde vai com um grupo de empresários brasileiros interessados em fazer negócios com o continente.

Em 2004, Lula deve voltar a São Tomé e Príncipe para a reunião de cúpula da Comissão de Países de Língua Portuguesa (CPLP).

Recado

Logo na chegada ao Hotel Miramar, onde foi recebido com sucos e frutas tropicais, o presidente fez uma cobrança pública ao ministro Christovam Buarque.

Lula comentou com os jornalistas que tinha gostado de ver as crianças uniformizadas.

“O Christovam ainda está me devendo o projeto”, disse, referindo-se à obrigatoriedade de uso de uniforme pelas crianças.

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