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Atualizado às: 01 de novembro, 2003 - 07h46 GMT (05h46 Brasília)
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Brasil vai oferecer vantagens comerciais à África

Luiz Inácio Lula da Silva
Lula: busca pela ampliação do comércio com países africanos

Para estimular os negócios entre Brasil e África, o governo brasileiro está disposto a oferecer condições “nitidamente de desigualdade” em favor dos africanos.

“Estamos dispostos a abrir nosso mercado, baixar mais as nossas tarifas do que esperamos que eles baixem as deles”, afirmou o embaixador Pedro Motta, diretor do Departamento de África do Ministério das Relações Exteriores.

A partir da viagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva a cinco países do continente os dois lados vão identificar os produtos que podem ser trocados.

É grande o interesse do governo e dos empresários em ampliar o comércio com a África, que hoje representa apenas 5% da balança comercial brasileira.

Fóruns

Mais de 150 empresas se inscreveram para os fóruns empresariais que o Itamaraty vai promover em quatro dos cinco países que serão visitados pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Normalmente as missões promovidas pelo Itamaraty não atraem mais do que 40 empresas.

Os encontros serão realizados em Angola, Moçambique, Namíbia e África do Sul e todos contarão com a presença do presidente no discurso de abertura ou encerramento.

Os setores de construção civil, alimentos, automóveis e autopeças e infra-estrutura de modo geral são os que mais se interessam em fazer negócios com os africanos.

Entre as grandes empresas que estão mandando representantes aos países africanos estão Odebrecht, Camargo Corrêa, Petrobras, General Motors, Ford, Chrysler e Embraer.

Oportunidades de negócios

Um representante do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) vai falar das possibilidades de financiamento e incentivos por parte do governo. A missão atraiu ainda o interesse de seis escritórios de direito e da Universidade Estácio de Sá.

As oportunidades de negócios são muitas. Angola e Moçambique, os mais pobres, destruídos por longas guerras civis depois da independência, têm tudo para ser feito. Namíbia e África do Sul, mais desenvolvidos, oferecem possibilidades de parcerias com empresas brasileiras.

A missão empresarial terá ainda a participação de empresas argentinas e uruguaias, convidadas por causa do acordo entre o Mercosul e a União Aduaneira do Sul da África (Sacu, na sigla em inglês, que reúne África do Sul, Namíbia, Lesoto, Botsuana e Suazilândia), em negociação.

Em Maputo, o presidente Lula deve conversar com autoridades moçambicanas sobre uma licitação internacional para exploração de carvão na região de Moatize, além da revitalização do porto e a reconstrução da linha férrea para o transporte do produto.

Vale do Rio Doce

A primeira fase, da qual a Vale do Rio Doce está participando, é avaliada em US$ 700 milhões (aproximadamente R$ 2 bilhões), mas o projeto pode chegar a US$ 5 bilhões (aproximadamente R$ 14,35 bilhões).

O comércio com os países que serão visitados pelo presidente é muito pequeno, mas vem crescendo neste ano em relação aos anteriores.

O maior volume é com África do Sul. No ano passado as empresas brasileiras exportaram para o país US$ 477 milhões (aproximadamente R$ 1,4 bilhão), menos de 1% do total, e importaram US$ 181 milhões (aproximadamente R$ 520 milhões).

Este ano as exportações estão aumentando mais de 50%, mas as importações cresceram apenas 3%.

Com os demais países o comércio é ainda menor. Para Angola, o Brasil exportou no ano passado menos de US$ 200 milhões (aproximadamente R$ 575 milhões) e importou apenas US$ 11 milhões (aproximadamente R$ 32 milhões) – sem contar os negócios feitos em troca de petróleo, que não são contabilizados na balança comercial.

As exportações para Moçambique tiveram um salto no ano passado e chegaram a quase US$ 28 milhões (aproximadamente R$ 80 milhões), mas este ano caíram pela metade, no acumulado até setembro.

Dobraram também as exportações para a Namíbia e São Tomé e Príncipe, embora os volumes ainda sejam insignificantes.

Com todos esses países o superávit comercial é do Brasil.

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