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Atualizado às: 24 de outubro, 2003 - 16h50 GMT (14h50 Brasília)
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Lula leva governadores do PT à Espanha

Lula em reunião com o ministro do Trabalho, Jaques Wagner, em Brasília
Lula também teve compromissos com a equipe antes da viagem

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva levou em sua viagem à Espanha um ministro, o relator do Orçamento e três governadores.

A comitiva presidencial que está em Oviedo para a entrega do Prêmio Príncipe de Astúrias, à exceção do próprio Lula, tem pouco ou nada a fazer na Europa. Os acompanhantes viajaram para discutir questões políticas no avião.

Na comitiva que saiu de Brasília ontem e volta ainda nesta noite estão o ministro Chefe da Casa Civil, José Dirceu, o relator do Orçamento da União, Jorge Bittar e três governadores petistas: Flamarion Portela, de Roraima, Jorge Vianna, do Acre e Wellington Dias, do Piauí. O presidente havia convidado outros dois governadores, que não puderam vir porque tinham outros compromissos.

Nenhum deles tinha qualquer assunto pendente na Espanha, e todos disseram que a viagem foi só para conversar problemas de Brasília.

“Eu fiz questão de acompanhá-lo porque estamos com a agenda cheia e precisávamos conversar porque em Brasília não dá tempo”, disse José Dirceu.

Despesas pagas

O Ministro comentou também que a intenção de Lula era fazer uma viagem privada, mas a Fundação Príncipe de Asturias – que assumiu todos os gastos da delegação brasileira em Oviedo – insistiu em que o adequado era uma visita como chefe de Estado.

O presidente, então, convidou governadores do Partido dos Trabalhadores para falar da reforma tributária. Queria discutir as estratégias do partido nas negociações com os estados para a aprovação legislativa.

“Nesse ritmo estou há quatro dias, sem dormir, viajando de um lado para outro”, disse o Governador do Acre, Jorge Viana. “E, nessa de agora, estamos passando mais tempo viajando que no país onde paramos. Mas era o necessário”.

Com o deputado petista Jorge Bittar a conversa era sobre a polêmica na verba destinada à saúde dentro do orçamento da União. Dos R$ 5,5 bilhões dos programas sociais do governo (incluindo o projeto Fome Zero), R$ 3,5 bilhões eram para esta área.

O problema é que o Ministério da Saúde também considerou obras de saneamento básico como questões sanitárias, e o Legislativo, não.

Orçamento

A Procuradoria Geral da República vetou o orçamento e deixou o governo em uma situação complicada. Por isso Bittar viajou à Espanha. Para tentar resolver o impasse com Lula.

“Estamos otimistas. A história não é o gasto, mas melhorar a eficiência desses gastos. Podemos fazer outras coisas para resolver esse problema. Podemos, por exemplo, remanejar parte dos recursos. Acho que na terça ou na quarta o relatório preliminar do orçamento vai ser votado”; disse Bittar.

O Ministro José Dirceu só negou que estivesse convocado em Oviedo para falar de reformas ministeriais. “Eu? Eu não decido nada. Há uma falsa idéia sobre a Casa Civil, essa de que eu tenho que participar de todas as decisões do governo. Eu coordeno e só venho acompanhar”.

Justo quando o cargo da ministra de Promoção de Assistência Social, Benedita da Silva, está sob ameaça depois da polêmica viagem à Argentina, José Dirceu quis deixar claro que desta vez o governo não está exagerando e que o caso das contas da ministra está superado.

“Não temos dinheiro sobrando para viagens, e, sobre a Benedita, eu não falo nada. O presidente disse que foi um caso administrativo e já acabou”.

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