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Angola é 'terra virgem' para Brasil investir, diz chanceler

Guerrilheiros do grupo rebelde Unita; Angola viveu 40 anos em guerra civil
País viveu quarenta anos de guerra Civil

O Ministro das Relações Exteriores de Angola, João Miranda, disse que o país é um “terreno virgem” a ser explorado pelos investidores brasileiros que acompanham o presidente Luiz Inácio Lula da Silva na visita ao país.

O presidente deve chegar a Luanda neste domingo à noite.

De acordo com Miranda, depois de sair de 40 anos de guerra civil, Angola tem praticamente que reconstruir sua estrutura produtiva e tem espaço para investimentos em telecomunicações, agropecuária, distribuição de energia e infra-estrutura.

"O presidente Lula traz consigo um grande cortejo de empresários brasileiros que, durante a sua estada aqui, vão receber informações sobre as formas, as vantagens e os incentivos de investir em Angola", afirmou o ministro, em entrevista exclusiva à BBC Brasil.

"Queremos ver o envolvimento maciço de empresários brasileiros."

Grupos

Atualmente, a única grande empresa privada brasileira presente em Angola é a empreiteira Odebrecht – que participa da construção da grande barragem hidrelétrica de Capanda.

A Petrobras também opera no país, explorando o petróleo que é responsável por 60% do Produto Interno Bruto (PIB) de Angola.

Os empresários brasileiros que acompanham Lula serão divididos em grupos de interesse quando chegarem ao país.

Investidores financeiros, por exemplo se reunirão com o Banco de Angola e outros representantes do setor.

O mesmo deverá ser feito com empresários do setor agropecuário, telecomunicações e outros, que terão reuniões com órgãos do governo angolano em suas respectivas áreas.

Aids e Educação

Além de atrair mais investimentos, Angola espera que o Brasil ajude no combate à Aids.

"Nós precisamos produzir os retrovirais. O Brasil já tem essa experiência e pode nos passar ou mesmo investir neste domínio", disse Miranda.

O ministro, porém, revela que ainda não está definido se Angola vai pedir que o Brasil passe ao país a tecnologia para produzir versões genéricas para os coquetéis anti-Aids – tema polêmico por causa do risco de quebra de patentes de remédios fabricados por grandes laboratórios.

O Brasil também poderia ajudar as autoridades angolanas na formulação de campanhas de prevenção e no tratamento dos soropositivos, explicou o chanceler.

Já na área da educação, Brasil e Angola já têm algumas parcerias, e Lula deverá lançar mais uma.

"Essa parceria", disse o chanceler, "envolveria não só a troca de experiências e o envio de professores brasileiros, mas também o aperfeiçoamento técnico dos professores."

Segundo Miranda, o analfabetismo e a falta de treinamento profissional estão entre as principais marcas negativas deixadas pela guerra.

"Várias camadas sociais que estavam envolvidas no conflito hoje não têm meios para entrar no mercado de emprego", completou.

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