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Lula nega que esteja preparando reforma ministerial na África
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva negou, em entrevista coletiva em São Tomé e Príncipe, que esteja preparando a reforma ministerial durante sua viagem à África. "Eu não estou anunciando reforma ministerial", afirmou o presidente, ao ser questionado sobre o fato de vários ministros que integram a comitiva da viagem figurarem nas listas dos que seriam substituídos, ao mesmo tempo que estão ausentes da comitiva ministros da área econômica. Lula disse que indicou todos os ministros e que, portanto, pode substitui-los quando quiser, mas afirmou que só faria isso depois de consultar o grupo político que o apóia. "Quando eu tiver que pensar em mudanças de ministros, eu preciso estar em Brasilia, no meu gabinete, na minha casa, com um conjunto de companheiros, do próprio governo e com aliados políticos, discutindo se vamos ou não fazer as mudanças que precisam ser feitas", afirmou. "Por enquanto, eu estou tranqüilo." "Da mesma forma que eu indiquei, eu posso afastar qualquer um deles. Só não posso afastar eu e o José Alencar", disse, referindo-se ao vice-presidente. Comitiva Na viagem à África, o presidente está acompanhado pelos ministros das Relações Exteriores, Celso Amorim, da Educação, Christovam Buarque, da Cultura, Gilberto Gil, do Trabalho, Jaques Wagner, da Ação Social, Benedita da Silva, da Saúde, Humberto Costa, da Ciência e Tecnologia, Roberto Amaral, dos Esportes, Agnello Queiroz, e da Segurança Alimentar, José Graziano, além dos secretários da Pesca, José Fritsch, e da Igualdade Racial, Matilde Ribeiro. O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Luiz Fernando Furlan, foi direto para Angola acompanhar uma missão de mais de 150 empresários que participam de encontros empresariais sobre oportunidades de investimento e comércio em Angola, Moçambique, Namíbia e África do Sul. Sobre a composição da comitiva, Lula disse que "não havia um manual dizendo para levar este ou aquele ministro na viagem" e afirmou que levou para a África os ministros cujas pastas têm acordos importantes para assinar com os países que serão visitados. É o caso, segundo o presidente, dos ministros da Saúde e da Educação, que vão assinar convênios importantes com países africanos. "Temos contribuições importantes a dar nessas áreas", afirmou. O presidente citou o ministro da Fazenda, Antonio Palocci, como um dos que deveriam ir a Angola, mas Lula pediu que Palocci não deixasse o Brasil porque "tinha coisas a fazer" no país. |
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