BBCBrasil.com
70 anos 1938-2008
Español
Português para a África
Árabe
Chinês
Russo
Inglês
Outras línguas
Atualizado às: 09 de março, 2004 - 17h39 GMT (14h39 Brasília)
Envie por e-mailVersão para impressão
Notícia de acordo com FMI causa euforia na Argentina

Protestos na Argentina contra o FMI
Seis países exigem proposta para pagamento de dívida
A expectativa de que a Argentina pague, nesta terça-feira, a parcela de US$ 3,1 bilhões ao Fundo Monetário Internacional gerou euforia no mercado financeiro.

O índice Merval da Bolsa de Buenos Aires subia 2,2% e o dólar, que estava com tendência de alta, retrocedeu a poucos minutos do fechamento, às 15h, cotado a 2,95 pesos.

O clima mudou após a informação, confirmada por assessores da Casa Rosada, de que o presidente Néstor Kirchner telefonou para a diretora-gerente interina do FMI, a economista americana Anne Krueger.

Juntos, de acordo com a emissora de TV Todo Noticias, eles repassaram cada detalhe das novas exigências feitas nas últimas horas pelo fundo.

Lavagna

Kirchner estava ao lado do ministro da Economia, Roberto Lavagna, defensor, desde o início, de que a Argentina não entrasse em moratória também com o organismo multilateral de crédito.

Segundo a mídia local, o presidente prometeu assinar o decreto que formaliza a criação de um comitê de bancos internacionais que negociará o pagamento do calote da dívida aos credores privados, declarada em dezembro de 2001.

Por sua vez, o FMI teria suspendido a exigência de que a oferta para este pagamento seja aceita por 80% dos credores.

Na Casa Rosada, informam que por enquanto nenhuma autoridade do governo falará no assunto.

Na quarta-feira, às 11h, o porta-voz do fundo, Thomas Dawson, deverá informar em Washington, nos Estados Unidos, se o organismo aprovará a segunda revisão do acordo da Argentina.

Essa era uma exigência de Kirchner para determinar o pagamento da parcela de US$ 3,1 bilhões, que vence nesta terça.

"Ao pagar, o governo evita não só uma nova moratória, mas um enfrentamento pior ainda com os países do G-7, integrantes decisivos do diretório do FMI", analisou Marcelo Bonelli, da Todo Noticias, referindo-se aos sete países mais ricos do mundo.

À BBC Brasil, um assessor do presidente de uma das principais automotoras da Argentina afirmou: "Estávamos preocupados, mas ao mesmo tempo conscientes de que o presidente acabaria pagando. Ele tem que ser malabarista. Cuidar da popularidade e da responsabilidade de governar o país. Entrar na moratória com o FMI não seria complicado. O difícil seria sair dela."

NOTÍCIAS RELACIONADAS
LINKS EXTERNOS
A BBC não se responsabiliza pelo conteúdo dos links externos indicados.
ÚLTIMAS NOTÍCIAS
Envie por e-mailVersão para impressão
Tempo|Sobre a BBC|Expediente|Newsletter
BBC Copyright Logo^^ Início da página
Primeira Página|Ciência & Saúde|Cultura & Entretenimento|Vídeo & Áudio|Fotos|Especial|Interatividade|Aprenda inglês
BBC News >> | BBC Sport >> | BBC Weather >> | BBC World Service >> | BBC Languages >>
Ajuda|Fale com a gente|Notícias em 32 línguas|Privacidade