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Brasil iniciará na Alca negociações bilaterais com EUA
O Brasil inicia, em fevereiro, negociações bilaterais na área de acesso a mercados com os Estados Unidos e com o Canadá dentro do âmbito da Área de Livre Comércio das Américas (Alca). A informação é do chefe da divisão da Alca no Itamaraty, o conselheiro Tovar Nunes. Segundo ele, as discussões sobre o acordo com o governo americano devem começar logo após a reunião do Comitê de Negociações Comerciais, em Puebla, no México, que inicia nesta segunda-feira. “A negociação bilateral com os Estados Unidos não será feita agora, em Puebla, porque as equipes são outras. No caso do Brasil, envolve Itamaraty, Ministério de Desenvolvimento, da Agricultura, da Fazenda, entre outros. É uma equipe de técnicos que discute questões tarifárias”, afirmou Nunes. As negociações com o Canadá devem ser feitas na capital Ottawa, quando, segundo o conselheiro, será estabelecido um programa de trabalho. Puebla A reunião do Comitê de Negociações Comerciais desta semana, no México, será um divisor de águas no processo de criação do bloco. No encontro, serão postas em prática todas as discussões teóricas feitas até agora. O objetivo é concretizar as medidas que foram estabelecidas na reunião ministerial em Miami, realizada em novembro do ano passado. Os representantes dos 34 países irão formular um conjunto de direitos e obrigações comuns e discutir procedimentos de compromissos mais profundos para aqueles países que desejarem fechar acordos adicionais. “Essa reunião é muito importante porque vai dar uma definição sobre os procedimentos futuros da apresentação da lista de produtos, discussões sobre serviços e sobre como vão funcionar os acordos plurilaterais e multisetoriais que foram introduzidos pela reunião de Miami”, disse Maurice Costin, diretor do departamento de comércio exterior da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp). Divergências Costin, que participará da delegação brasileira, afirma que o encontro será “difícil” e deverá ter divergências, mas acredita que as equipes “estão indo num bom caminho para resolver os problemas”. “É muito complicado de unificar os interesses de tantos países”, comentou. Nunes, por outro lado, não prevê impasses. “Havia diferenças na necessidade da profundidade de disciplinas de temas polêmicos ou como fazer para negociá-los no ambiente da Alca enquanto o mesmo tema estava sendo negociado na OMC (Organização Mundial do Comércio). Essas eram as razões principais das divergências, mas foram superadas depois de Miami.” Mas, para o conselheiro do Itamaraty, haverá uma “natural acomodação” de interesses. “Há países, por exemplo, que têm poucas sensibilidades, como é o caso do Chile. Há outros que têm muitas sensibilidades, como os Estados Unidos e o Mercosul, na parte agrícola e de defesa comercial.” “É natural que a pessoa tente vender o seu peixe, tente colocar no acordo o máximo para aquela delegação. Para extrair um acordo que todos possam assumir como compromisso, aquilo que não for considerado consensual será discutido com menos países.” |
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