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Atualizado às: 23 de janeiro, 2004 - 17h41 GMT (15h41 Brasília)
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Reforma não sensibiliza investidores estrangeiros

Wall Street
Mercado quer ver uma redução no número de ministérios

A reforma ministerial promovida pelo governo brasileiro é encarada com indiferença pelo mercado financeiro internacional.

"Para o mercado, a reforma não chama a atenção porque não mexe com a parte macroeconômica ou fiscal. Por isso há um desinteresse", disse Paulo Vieira Cunha, economista-chefe do HSBC para a América Latina em Nova York.

O que os investidores realmente queriam ver, segundo os analistas, é uma redução no número de ministérios no governo de Luiz Inácio Lula da Silva.

"Não é só mudar o nome do prédio. Tem que diminuir o quadro pessoal, deixando menos funcionários, mas bem remunerados", avalia Arturo Porzecanski, economista-chefe de mercados emergentes do ABN-Amro nos Estados Unidos.

Cortes

"Isso, sim, seria novidade e o governo ganharia maior confiança por parte dos investidores", acrescentou Porzecanski.

Cunha acreditava que Lula usaria essa oportunidade para fazer esses cortes. "É preciso ganhar eficiência dessa forma", diz.

As mudanças são vistas no mercado como um processo normal de qualquer democracia.

"Se não tem importância em termos de coalizão, se as prioridades não mudam ou se a equipe econômica não é alterada, então não importa", afirma Porzecanski.

Prova disso, foi a continuidade da melhora do risco-país, medido pelo JP Morgan, que fechou em 432 pontos na quinta-feira, um recorde histórico.

O indicador funciona como uma espécie de termômetro da confiança dos investidores na capacidade de um governo honrar seus compromissos. Em 2002, durante as eleições presidenciais, o índice superou os 2.300 pontos.

Apoio político

Sobre o argumento de que a troca de cargos representaria uma maior solidificação do apoio político na base parlamentar, a avaliação é que isso já foi "costurado" e, portanto, não muda em quase nada.

"Em 2003, o governo já demonstrou que, mesmo com representação mínima no Congresso Nacional, conseguiu aprovar questões difíceis como a reforma da Previdência", diz Porzecanski.

Para Pedro Regina, diretor da Anchorage Capital Partners, em Londres, o mercado poderia reagir de uma forma negativa apenas se houvesse alguma "agenda escondida" como a venda de favores.

Cunha não fala em uma venda de favores mas vê a distribuição de cargos entre integrantes do PMDB como fisiologismo. "Não significa que a inclusão do PMDB vai melhorar a qualidade da administração pública", comenta.

A mesma avaliação é feita por Porzecanski que chamou a reforma ministerial de uma "troca entre amigos".

Mudanças

As pastas de Segurança Alimentar e Combate à Fome e da Assistência Social chegaram a ser extintas, mas foram substituídas pelos novos Ministérios do Desenvolvimento Social e da Articulação Política.

Assumem, respectivamente, Patrus Ananias (PT-MG) e Aldo Rebelo (PC do B-SP).

A questão que mais atrai a atenção dos investidores é a taxa de juros no Brasil. Aqui, sim, há um acompanhamento perspicaz.

E essa foi a mais recente decepção. Ao contrário do previsto pelo mercado, o Comitê de Política Monetária (Copom) decidiu, na quarta-feira, manter a Selic inalterada em 16,5% ao ano.

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