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Atualizado às: 23 de janeiro, 2004 - 01h39 GMT (23h39 Brasília)
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FMI: 'otimismo cauteloso' com o Brasil
Lula
Governo Lula foi elogiado pelo Tesouro dos Estados Unidos

O Fundo Monetário Internacional (FMI) indicou que está "cautelosamente otimista" com a economia do Brasil, mas advertiu que alguns dos fatores que afetaram negativamente o país em 2002 ainda representam um risco.

A declaração foi feita hoje por Philip Gerson, diretor da Divisão Atlântica do FMI, à agência de notícias Reuters.

Para Gerson, as altas taxas de juros, o orçamento rígido, a grande diferença entre pobres e ricos e o ambiente empresarial no país apresentam problemas.

Também hoje, no entanto, o subsecretário do tesouro americano para assuntos internacionais, John Taylor, elogiou as políticas econômicas do governo Lula que teriam "fortalecido a estabilidade e a confiança dos mercados".

Empréstimo

Apesar dos problemas, Philip Gerson diz que espera um crescimento da economia brasileira entre 3,5% e 4% no médio prazo, mas ressalvou que seria muito "arriscado" falar sobre uma projeção mais específica para 2005 sem saber que tipos de choques externos podem afetar o país.

O oficial do FMI destacou que reformas estruturais, maior independência do banco central e uma eventual redução da proporção da dívida em relação ao PIB devem ajudar a diminuir a taxa de juros no Brasil.

A lei de falência, que está sendo debatida no Congresso, também contribuiria para a queda das taxas no mercado.

Gerson não quis comentar sobre a decisão do Banco Central do Brasil de manter a taxa Selic em 16,5% ao ano.

O país tem um empréstimo com o FMI de US$ 14,8 bilhões.

O governo brasileiro afirmou que não quer mais tomar empréstimos junto à autoridade.

Bom desempenho

Para o subsecretário do tesouro americano, John Taylor, louvou os esforços do governo brasileiro para comseguir um superávit primário que mantenha uma trajetória sustentável da dívida.

"O Brasil superou as metas definidas pelo FMI durante todo o ano de 2003", disse Taylor.

"O presidente Lula também honrou sua promessa de reformas a previdência social e reduzir o déficit provocado pelo sistema de pensões e aposentadorias."

Taylor também elogiou o Banco Central pelo compromisso com o sistema de metas de inflação e por ter "resistido a fortes pressões para reduzir as taxas de juros".

O subsecretário do tesouro disse ainda que o Brasil tomou importantes medidas para reduzir sua vulnerabilidade a choques externos.

"Um bom exemplo é o esforço do Brasil para aumentar suas reservas internacionais.

Recomenadações

Mas Taylor também apresentou os aspectos que na opinião do governo americano precisam ser corrigidos para permitir o crescimento do Brasil.

"Uma prioridade é reduzir o custo do crédito e expandir o acesso das pequenas empresas ao capital", disse.

"Desregulamentação da economia também é essencial", disse.

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