BBCBrasil.com
70 anos 1938-2008
Español
Português para a África
Árabe
Chinês
Russo
Inglês
Outras línguas
Atualizado às:
Envie por e-mailVersão para impressão
Após acordo, Argentina paga US$ 2,9 bi ao FMI
Presidente argentino, Néstor Kirchner
Néstor Kirchner comemorou novo acordo com o Fundo

O governo argentino pagou a parcela de US$ 2,9 bilhões (cerca de R$ 9 bilhões) da dívida que tem com o Fundo Monetário Internacional (FMI) na qual tinha dado um calote nesta semana.

O pagamento foi feito depois que o país formalizou com o Fundo um acordo para refinanciar sua dívida de US$ 20 bilhões (cerca de R$ 60 bilhões) com os organismos multilaterais de crédito.

O país havia deixado de pagar a dívida na terça-feira, quando o governo do presidente Néstor Kirchner ainda insistia em mudanças no acordo com a organização para saldar a parcela.

No novo acordo, o governo argentino terá que manter um superávit primário de 3% – e não de 4%, como queria inicialmente o FMI – e conseguiu refinanciar a sua dívida pelos próximos três anos.

Na opinião do governo argentino o resultado foi uma conquista, já que o Fundo teria reconhecido a necessidade de uma proposta que permitisse o crescimento do país.

Grande parte dos jornais argentinos elogia o acordo nesta sexta-feira, e analistas políticos acreditam que o presidente argentino aumentou seu cacife político com o encerramento das negociações.

Mas há economistas que criticaram o acordo. “Achamos que o programa pode não fornecer as bases para um crescimento sustentável do país”, afirma Charles Dallara, do Instituto Internacional de Finanças.

Entre os temas que não foram tratados pelo acordo final está a compensação das perdas que os bancos que atuam no país tiveram por causa da desvalorização da moeda.

Para Dallara, a recuperação do sistema financeiro seria fundamental para a reestruturação da economia argentina.

No entanto, há avaliações de que a vitória do governo argentino não se deu apenas no terreno político e que ele teria conquistado um programa que permite uma chance maior de manter o reaquecimento da economia – que deve crescer mais de 5% neste ano, após a queda de 15% no ano passado.

NOTÍCIAS RELACIONADAS
LINKS EXTERNOS
A BBC não se responsabiliza pelo conteúdo dos links externos indicados.
ÚLTIMAS NOTÍCIAS
Envie por e-mailVersão para impressão
Tempo|Sobre a BBC|Expediente|Newsletter
BBC Copyright Logo^^ Início da página
Primeira Página|Ciência & Saúde|Cultura & Entretenimento|Vídeo & Áudio|Fotos|Especial|Interatividade|Aprenda inglês
BBC News >> | BBC Sport >> | BBC Weather >> | BBC World Service >> | BBC Languages >>
Ajuda|Fale com a gente|Notícias em 32 línguas|Privacidade