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Atualizado às: 10 de setembro, 2003 - 20h45 GMT (17h45 Brasília)
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Mercado tranqüilo mostra que Brasil 'descolou' da Argentina

Néstor Kirchner
Néstor Kirchner: em negociações com o FMI

Ao contrário da crise do fim de 2001, quando o Brasil também sofreu as conseqüências do calote argentino com os credores privados, desta vez o não-pagamento da dívida do país com o Fundo Monetário Internacional (FMI) não foi sentido pelo Brasil.

"Parece que os investidores já aprenderam que Buenos Aires não é a capital do Brasil", brincou o chefe de pesquisa para América Latina da consultoria Idea Global, em Nova York, Ricardo Amorim.

Amorim lembra que o calote argentino, já esperado, também foi recebido com tranqüilidade em outros mercados latino-americanos.

O tão temido contágio das duas economias desta vez sequer foi mencionado nas análises dos bancos e consultorias sobre América Latina.

Risco

O descolamento entre Brasil e Argentina na percepção dos investidores internacionais pode ser medido pelo risco-país, índice que compara o risco de calote em títulos soberanos de um país em relação aos títulos do Tesouro americano, considerados os mais seguros do mundo, e que serve de medida da credibilidade um país no mercado internacional.

Enquanto o risco-país do Brasil se manteve em 678 pontos, o da Argentina está em quase 4.800 pontos. Mesmo no auge da crise de credibilidade do Brasil, em outubro do ano passado, o risco-país não chegou a 2.500 pontos.

A analista internacional da consultoria Global Invest, Silvia Domit, concorda que Brasil e Argentina já estão bem separados e acha que a decisão da Argentina também não constitui uma crise.

"É mais uma estratégia de negociação com o FMI", avalia.

A decisão do presidente argentino, Néstor Kirchner, é vista por investidores como uma "necessidade", já que ele precisa aumentar sua popularidade e construir uma base política no país, já que foi eleito com pouco mais de 20% dos votos.

"Kirchner deve continuar com essas demonstrações de força até as eleições no Congresso, em novembro", diz Ricardo Amorim.

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