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Atualizado às: 11 de setembro, 2003 - 01h43 GMT (22h43 Brasília)
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Presidente Kirchner anuncia acordo com o FMI

O presidente argentino, Néstor Kirchner
Kirchner disse que crescimento do país foi levado em conta

O presidente argentino, Néstor Kirchner, anunciou, na noite desta quarta-feira, um "virtual acordo" com o FMI (Fundo Monetário Internacional).

Ao lado do ministro da Economia, Roberto Lavagna, Kichner confirmou que o FMI concordou com as exigências feitas pelo país, como um superávit primário de 3% para 2004 e novas negociações para metas fiscais em 2005 e 2006.

Tudo exatamente como Kirchner desejava, adiando-se as discussões, por exemplo, sobre o ajuste nos preços das tarifas dos serviços públicos privados e o fortalecimento dos bancos públicos.

"Pela primeira vez na história dos acordos do país com o Fundo preocupou-se não só com metas fiscais, mas com o crescimento da Argentina", afirmou Kirchner.

Vestido de azul, o presidente enfatizou que sua maior preocupação era chegar a um entendimento que não afetasse o crescimento da Argentina, estimado em 5,5% para este ano, após a queda de 15% do Produto Interno Bruto, registrada no ano passado.

Reservas

"Precisávamos cuidar das reservas, que são de cerca de US$ 14 bilhões", afirmou, justificando o não pagamento do vencimento de US$ 2,9 bilhões, na terça-feira, com o FMI, quando o país entrou em moratória com o Fundo.

No total, segundo o presidente, este acordo com três anos de duração prevê o refinanciamento da dívida argentina com os organismos multilaterais de crédito, num total de US$ 20 bilhões – dos quais cerca de US$ 13 bilhões são devidos ao Fundo, e o restante ao BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento) e Bird (Banco Mundial) .

Segundo Kirchner e Lavagna, o anúncio oficial do acordo, por parte do FMI, será feito na sexta ou no sábado.

"Neste momento, o diretor-gerente do FMI, Horst Kohler, está assinando um documento, no qual recomenda a formalização do pacto com a Argentina", disse Lavagna.

De acordo com o ministro, a Argentina honrará sua dívida de US$ 2,9 bilhões, assim que o FMI formalizar o entendimento.

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