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Última actualização: 18 Janeiro, 2008 - Publicado em 19:39 GMT
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Ajuda alimentar 'em risco' em Moçambique

Cheias em Moçambique
País pode atravessar crise alimentar caso a ajuda não chegue, alerta PAM
O Programa Mundial de Alimentação adverte que poderá vir a registar uma ruptura nos seus stocks alimentares.

A acontecer tal tería consequências desastrosas nos actuais esforços de assistência às populações afectadas por dois anos consecutivos de cheias.

As necessidades daquela agência das Nações Unidas estimam-se para já em três milhões de dólares.

Nas últimas semanas mais 76 mil pessoas foram obrigadas a abandonar as suas casas devidos às inundações que atingem sobretudo a região central do país.

É um desafio duplo para o Programa Mundial de Alimentação: continuar a prestar apoio às 270 mil pessoas que perderam as suas colheitas aquando as cheias do ano passado no Vale do Zambeze, ao mesmo tempo que responde a esta nova emergência.

Tanto as necessidades como os números ainda estão a ser trabalhados mas é inevitável que o auxílio alimentar figure no topo das prioridades.

Devastação

Estimativas do Ministério da Agricultura indicam inclusivamente que mais de 50 mil hectares de culturas diversas foram destruídas pelas inundações das últimas semanas.

Karen Manente, directora adjunta daquela agência das Nações Unidas em Moçambique, falou à BBC e disse que é “necessário, para evitar a ruptura de stocks, o apoio de 4 800 toneladas que equivale a três milhões de dólares para Março e Abril.”

“Depois faremos uso dos resultados da investigação inicial do SETSAN (Secretariado Técnico para a Segurança Alimentar e Nutricional) para rever o número de pessoas necessitadas, a comida necessária e aí poderemos lançar um novo apelo”

Estima-se que em resultado das inundações que atingem Inhambane, no sul, e Zambézia, Sofala, Manica e Tete no centro, cerca de 230 mil pessoas venham a ser de uma ou de outra forma afectadas.

Para além disso o número de deslocados insiste em continuar a subir, encontrando-se agora na casa das 76 mil pessoas.

“Já começamos a fazer distribuições de comida de pequena escala. Estamos também a preparar comida para a sua distribuição assim que os números estiverem apurados", concluiu Karen Manente.

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