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Deslocados aumentam para 70 mil em Moçambique | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Em Moçambique subiu para mais de 70 mil o número de pessoas deslocadas pelas inundações que afectam perto de metade das províncias do país, com destaque para a região central. Oito pessoas já perderam a vida. Nas áreas afectadas prosseguem entretanto os esforços de assistência às populações em abrigos de emergência e áreas de reassentamento, assim como de busca e salvamento. O Alerta Vermelho mantém-se e assim deverá continuar nas próximas semanas. Em algumas das principais bacias visadas pela medida, como a do Save, Buzi e Pungue as autoridades descrevem a situação nas últimas horas como “estacionária” mas sublinham que isto não significa que o pior já tenha passado. Prevê-se ainda mais chuva pela frente, tanto é que a época chuvosa ainda não conheceu sequer o seu pico que deverá acontecer em Fevereiro. Evacuação Entretanto nos rios Licungo, Chire, Púngué e Zambeze as águas continuam a avançar e a invadir áreas circunvizinhas, obrigando à evacuação das populações. Belarmino Chivambo, porta-voz do Centro Nacional Operativo de Emergência e disse que ocorreram “quatro óbitos no Rio Púnguè, três dos quais causados por ataques de crocodilos bem como mais uma morte confirmada ontem. Um corpo foi visto a flutuar no Zambeze. “Neste momento são 14 mil e 300 famílias em 38 centros de reassentamento e cinco de trânsito”, especificou.
A ajuda às populações continua entretanto a ser canalizada, enquanto decorre em paralelo uma avaliação multi-disciplinar do Secretariado Técnico de Segurança Alimentar e Nutricional que permitirá identificar com maior exactidão as necessidades decorrentes destas inundações. Santiago Coicochea, da Agência Britânica para o Desenvolvimento, DFID, revelou que a disponibilização de 20 mil dólares à “Save the Children”, uma ONG que está a trabalhar nas zonas afectadas. As verbas destinam-se a kits para as famílias afectadas, constituídos por plásticos e comprimidos para purificar a água, entre outros produtos. “Neste momento estamos a coordenar com outros parceiros para determinar a melhor reposta a dar”, esclareceu. Alerta Quanto às bacias hidrográficas mais a sul, as autoridades moçambicanas afirmam-se atentas. No rio Limpopo, as chuvas que se registam na região central levaram à activação de mecanismos de alerta pela província de Gaza, cerca de 200 quilómetros aqui de Maputo, e duramente atingida pelas catastróficas cheias de 2000. “Ainda não há uma situação de cheias no sul mas devido à previsão de chuvas acima de normal, ainda que inferior na região centro, já tivemos alguns focos ao nível do Limpopo. Estamos a fazer uma vigilância apertada de modo a que as populações sejam avisadas atempadamente e os meios mobilizados”, garantiu. | LINKS LOCAIS Inundações ameaçam sul de Moçambique16 Janeiro, 2008 | Notícias Moçambique à espera de mais cheias15 Janeiro, 2008 | Notícias Inundações alastram na África Austral14 Janeiro, 2008 | Notícias 60 mil afectados por cheias em Moçambique14 Janeiro, 2008 | Notícias Abastecimentos chegam a Moçambique13 Janeiro, 2008 | Notícias Cheias deixam 40 mil desalojados em Moçambique11 Janeiro, 2008 | Notícias | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
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