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Última actualização: 17 Janeiro, 2008 - Publicado em 19:03 GMT
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Deslocados aumentam para 70 mil em Moçambique

Criança deslocada pelas cheias do Zambeze
Mantém-se o alerta vermelho ao longo do Zambeze
Em Moçambique subiu para mais de 70 mil o número de pessoas deslocadas pelas inundações que afectam perto de metade das províncias do país, com destaque para a região central.

Oito pessoas já perderam a vida. Nas áreas afectadas prosseguem entretanto os esforços de assistência às populações em abrigos de emergência e áreas de reassentamento, assim como de busca e salvamento.

O Alerta Vermelho mantém-se e assim deverá continuar nas próximas semanas. Em algumas das principais bacias visadas pela medida, como a do Save, Buzi e Pungue as autoridades descrevem a situação nas últimas horas como “estacionária” mas sublinham que isto não significa que o pior já tenha passado.

Prevê-se ainda mais chuva pela frente, tanto é que a época chuvosa ainda não conheceu sequer o seu pico que deverá acontecer em Fevereiro.

Evacuação

Entretanto nos rios Licungo, Chire, Púngué e Zambeze as águas continuam a avançar e a invadir áreas circunvizinhas, obrigando à evacuação das populações.

Belarmino Chivambo, porta-voz do Centro Nacional Operativo de Emergência e disse que ocorreram “quatro óbitos no Rio Púnguè, três dos quais causados por ataques de crocodilos bem como mais uma morte confirmada ontem. Um corpo foi visto a flutuar no Zambeze.

“Neste momento são 14 mil e 300 famílias em 38 centros de reassentamento e cinco de trânsito”, especificou.

Mortes
Gado isolado pelas cheias
 Quatro óbitos ocorreram no Rio Púnguè, três dos quais causados por ataques de crocodilos bem como mais uma morte confirmada ontem. Um corpo foi visto a flutuar no Zambeze.
Belarmino Chivambo, Centro Nacional Operativo de Emergência

A ajuda às populações continua entretanto a ser canalizada, enquanto decorre em paralelo uma avaliação multi-disciplinar do Secretariado Técnico de Segurança Alimentar e Nutricional que permitirá identificar com maior exactidão as necessidades decorrentes destas inundações.

Santiago Coicochea, da Agência Britânica para o Desenvolvimento, DFID, revelou que a disponibilização de 20 mil dólares à “Save the Children”, uma ONG que está a trabalhar nas zonas afectadas.

As verbas destinam-se a kits para as famílias afectadas, constituídos por plásticos e comprimidos para purificar a água, entre outros produtos.

“Neste momento estamos a coordenar com outros parceiros para determinar a melhor reposta a dar”, esclareceu.

Alerta

Quanto às bacias hidrográficas mais a sul, as autoridades moçambicanas afirmam-se atentas.

No rio Limpopo, as chuvas que se registam na região central levaram à activação de mecanismos de alerta pela província de Gaza, cerca de 200 quilómetros aqui de Maputo, e duramente atingida pelas catastróficas cheias de 2000.

“Ainda não há uma situação de cheias no sul mas devido à previsão de chuvas acima de normal, ainda que inferior na região centro, já tivemos alguns focos ao nível do Limpopo.

Estamos a fazer uma vigilância apertada de modo a que as populações sejam avisadas atempadamente e os meios mobilizados”, garantiu.

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